- Brasil criou 255.321 empregos formais em fevereiro, o menor desempenho para o mês desde 2023.
- O saldo ficou 42% menor que em fevereiro de 2025, quando foram criados 440.432 empregos formais.
- O resultado ficou abaixo das projeções de agentes financeiros, que estimavam between 260 mil e 270,3 mil vagas.
- O estoque de empregos formais chegou a 48,8 milhões, alta de 1,0 milhão em 12 meses.
- O setor de serviços foi o que mais gerou vagas em fevereiro, com 177.953 oportunidades (70% do total); no primeiro bimestre, foram 370.339 empregos.
O Brasil criou 255.321 empregos formais em fevereiro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado, menor para o mês desde 2023, ficou abaixo do esperado pelos agentes financeiros, que apostavam entre 260 mil e 270,3 mil vagas.
O saldo teve 2.381.767 admissões contra 2.126.446 demissões, elevando o estoque de empregos formais a 48,8 milhões. O crescimento em 12 meses soma 1,05 milhão de vagas. O mês de fevereiro registrou queda de 42% frente ao mesmo período de 2025, quando foram criadas 440.432 vagas.
O setor de serviços foi o principal impulsionador, com 177.953 novas vagas, o equivalente a 70% do total. Outros setores também contribuíram, mas com menor peso relativo. O resultado do mês acompanha sinais de aquecimento do mercado de trabalho, mesmo com a política monetária restritiva.
Desempenho do 1º bimestre
No acumulado de janeiro e fevereiro, o Brasil criou 370.339 empregos formais, menor para o período desde 2023. O total indica uma queda de 37,8% ante o mesmo intervalo de 2025, quando foram criadas 594.953 vagas, com o setor de serviços respondendo pela maior parte do saldo.
Seguro-desemprego e contexto geral
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o número de pedidos do seguro-desemprego caiu de 656,8 mil em fevereiro de 2025 para 636,5 mil em fevereiro de 2026. Esses dados ajudam a entender o quadro de mercado de trabalho em evolução.
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