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EUA reduzem plantio de milho e Irã eleva preços de fertilizantes

USDA estima redução na área de milho para 2026 e maior plantio de soja, diante da guerra no Irã que eleva preços de fertilizantes e pressões de custo

Carga de milho é despejada em um caminhão, em uma instalação de armazenamento de grãos
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  • Agricultores dos EUA planejam plantar 95,338 milhões de acres de milho em 2026, abaixo de 98,788 milhões de acres em 2025, e 84,7 milhões de acres de soja, acima de 81,215 milhões de acres do ano anterior.
  • O USDA apresentou a primeira estimativa de área plantada para 2026, baseada em pesquisas de março, com possibilidade de redução da área de milho caso haja impactos adicionais no mercado.
  • A guerra no Irã elevou os preços de fertilizantes e combustíveis, tornando o plantio de milho mais dispendioso e menos atrativo em comparação com a soja.
  • Estoques de grãos dos EUA em 1º de março subiram frente ao ano anterior: milho em 9,024 bilhões de bushels, soja em 2,105 bilhões e trigo em 1,3 bilhão.
  • O cenário inclui apoio governamental, com o governo já distribuindo US$ 12 bilhões aos produtores, enquanto a demanda da China permanece incerta.

Os agricultores dos EUA planejam plantar menos milho e mais soja em 2026, segundo o USDA. A estimativa leva em conta o impacto da guerra no Irã sobre fertilizantes e combustíveis. Os números vêm de pesquisa realizada na primeira quinzena de março.

De acordo com o relatório, a área de milho deverá ficar em 95,338 milhões de acres, queda em relação aos 98,788 milhões de acres de 2025. Já a área de soja está prevista em 84,7 milhões de acres, acima dos 81,215 milhões de 2025.

Analistas destacam que a pesquisa ocorreu em um momento de pressão de custos no setor. Fertilizantes mais caros tornam a soja mais atrativa que o milho. A guinada acontece apesar de incertezas sobre demanda externa e comércio com a China.

Estoques de grãos sobem e pressionam preços

O USDA também informou os estoques de grãos ao 1º de março. Milho em estoque chegou a 9,024 bilhões de bushels, frente a 8,147 bilhões um ano antes. A mediana de analistas consultados pela Reuters era de 9,104 bilhões.

A soja somou 2,105 bilhões de bushels, contra 1,911 bilhão no ano anterior. O trigo ficou em 1,3 bilhão de bushels, frente a 1,237 bilhão. Esses estoques elevados ajudam a conter as altas de preços, segundo o USDA.

Grupos de agricultores têm associado pressão por ajuda adicional ao Congresso. O governo Trump já liberou 12 bilhões de dólares para produtores em resposta a impactos da guerra comercial com a China. A repercussão envolve custos mais altos e volatilidade de preços.

O relatório aponta ainda que a avaliação de área plantada pode sofrer ajustes, caso novas informações de mercado surjam. A agência ressaltou que as estimativas são baseadas na pesquisa com fazendeiros realizada agora e podem ser revisadas.

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