- O Norte compromete 80,5% da renda com despesas financeiras, o maior índice do país; no Sul é 71,9%, uma diferença de 8,6 pontos percentuais.
- Após o Norte, o Nordeste registra 78%, seguido por Centro-Oeste com 74,7% e Sudeste com 72,7%.
- A renda média aumentou desde 2022 em todas as regiões, mas de forma desigual: Sudeste subiu 5,23%, Centro-Oeste 4,88%, Sul 5,72%, Norte 0,37% e Nordeste 1,99%.
- O alerta é de que comprometer até 80% da renda reduz a margem para imprevistos e dificulta compras maiores ou crédito em condições melhores.
- Metodologia: estudo usa a versão 5.0 das ferramentas de Renda e Renda+ da Serasa Experian, com referência de novembro de 2025 e valores nominais.
O Norte concentra o maior comprometimento da renda com despesas financeiras, atingindo 80,5% da renda média. No Sul, o índice é de 71,9%, uma diferença de 8,6 pontos percentuais. Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste aparecem em seguida, com 78%, 74,7% e 72,7%.
A análise utiliza a versão 5.0 das soluções de Renda e Renda+ da Serasa Experian e se refere a novembro de 2025. O estudo mostra que regiões com menor renda também recebem remunerações médias menores, reforçando desigualdades regionais.
Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa, aponta que o comprometimento pode chegar a 80% da renda familiar, o que reduz a margem de manobra para imprevistos, compras maiores ou crédito com condições melhores. A situação demanda cautela na gestão financeira.
Desempenho por região
Norte e Nordeste mantêm os maiores níveis de comprometimento há anos, ainda que haja leve queda desde 2022. Em contrapartida, Sul e Sudeste apresentam menor intensidade de gastos financeiros em relação à renda.
Entre 2022 e 2025, houve queda do comprometimento: Norte de 81,9% para 80,5%, Nordeste de 79,4% para 78%, Centro-Oeste de 75,3% para 74,7%, Sudeste de 73,4% para 72,7% e Sul de 73,2% para 71,9%.
Renda média e leitura de crédito
A renda média cresceu em todas as regiões no período, com variações: Sudeste de 4.227 para 4.448 reais; Centro-Oeste, 4.096 para 4.296; Sul, 4.075 para 4.308; Norte, 3.007 para 3.018; Nordeste, 2.766 para 2.821. O crescimento ainda é desigual.
O estudo ressalta que o avanço da renda não acompanhou a queda do comprometimento em igual ritmo, mantendo patamares elevados. A recomendação é valorizar modelos de crédito mais precisos, com base em dados para decisões responsáveis.
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