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JHSF registra lucro recorde de R$ 1,9 bi após maior IPO do setor

Lucro líquido de R$ 1,9 bi em 2025 após o maior IPO do setor; reorganização transfere ativos de incorporação para fundo, fortalecendo a renda recorrente

Boa Vista Village, empreendimento da JHSF em Porto Feliz (SP)
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  • Lucro líquido de R$ 1,9 bilhão em 2025 e receita bruta de R$ 3,7 bilhões, com EBITDA de R$ 1,8 bilhão, crescimento de 145% ante o ano anterior.
  • Venda de estoques imobiliários no total de R$ 5,2 bilhões para um fundo estruturado pela JHSF Capital, maior operação do setor no país.
  • Reorganização que transfere ativos de incorporação para veículos de investimento, tornando a leitura do valor justo mais clara.
  • Renda recorrente registrou receita de R$ 1,4 bilhão em 2025 ( +28%), com EBITDA ajustado de R$ 658 milhões (+33%).
  • Desempenho por segmento: shoppings com lojistas em alta de 13% e aluguéis 12% maiores; hospitalidade e gastronomia acima de R$ 500 milhões; aeroporto Catarina teve movimento 56% superior e volume de combustível 38% maior.

A JHSF registrou lucro líquido de R$ 1,9 bilhão ao fechar 2025, com receita bruta de R$ 3,7 bilhões, aumento de 112% frente a 2024. O EBITDA atingiu R$ 1,8 bilhão, avanço de 145%. O desempenho ocorreu após uma operação de R$ 5,2 bilhões envolvendo a venda de estoques imobiliários para um fundo estruturado pela JHSF Capital.

A operação mudou a estrutura do balanço, transferindo ativos de incorporação para veículos de investimento. Com a reorganização, a empresa passou a separar de forma mais clara os resultados de renda recorrente das atividades de desenvolvimento imobiliário.

Avanço na renda recorrente

A área de renda recorrente registrou receita bruta de R$ 1,4 bilhão em 2025, com EBITDA ajustado de R$ 658 milhões, alta de 33%. Nos shoppings, as vendas de lojistas cresceram 13% e os aluguéis em mesmas lojas subiram 12%, com ocupação próxima de 100%.

Nos segmentos de hospitalidade e gastronomia, a receita superou R$ 500 milhões pela primeira vez. O aeroporto Catarina teve alta de 56% nos movimentos e 38% no volume de combustível.

Augusto Martins, CEO da JHS, afirmou que a nova estrutura facilita a leitura do valor justo da empresa, destacando geração de caixa recorrente estabilizada acima de R$ 1 bilhão. O executivo ressalta ainda que o potencial de estoque de terrenos, estimado em cerca de R$ 30 bilhões em VGV, não está contido nesse cálculo.

Estrutura e gestão

A JHSF Capital encerrou o ano com aproximadamente R$ 10,5 bilhões sob gestão e foi responsável pela estruturação do fundo que adquiriu os ativos imobiliários. A reorganização busca maior previsibilidade de caixa e maior transparência na leitura dos resultados.

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