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Medicamentos GLP-1 alteram consumo de álcool e hábitos de hospitalidade

Uso de GLP-1 para perda de peso reduz consumo de álcool e altera hábitos de saída, redesenhando margens e escolhas de estabelecimentos no setor

Millions of Britons using GLP-1 weight loss medications are beginning to alter how they drink, dine and choose venues. For the drinks trade, the shift may test established alcohol led revenue models.
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  • Entre quatro e sete por cento dos adultos no Reino Unido usam GLP‑1 para perda de peso, estimando entre 2,1 milhões e 3,7 milhões de pessoas; tratamentos incluem Ozempic, Wegovy e Mounjaro, hoje por injeção semanal, com formatos em comprimido no futuro.
  • O número de usuários dobrou em um ano e já supera grupos como veganos (cerca de 3%), vegetarianos (cerca de 7%) e pessoas com alergias ao trigo (entre 1% e 4%).
  • O perfil é mais amplo do que se imagina: homens e mulheres, com crescimento puxado por mulheres; faixa etária até aproximadamente 60 anos; renda mais alta e grande cobertura nacional, em muitos casos adquirido de forma privada online.
  • Consumo de álcool sob pressão: 23% dos usuários de GLP‑1 dizem beber menos fora de casa; dados do YouGov indicam que 39% dos britânicos em tratamento reduzem o álcool, e 33% reduzem bebidas com gás.
  • Padrões de gasto já sofrem impacto: gastos semanais com supermercado caíram de £102 para £91 por domicílio; gastos com takeaway caíram de £49 para £30 mensais; 77% dos usuários dizem que suas preferências alimentares influenciam o local escolhido para comer em grupo; 65% afirmam que a medicação alterou o que comem ao jantar.

Os medicamentos GLP-1 para emagrecimento começam a alterar hábitos de consumo no Reino Unido. Milhões de britânicos utilizam esses fármacos, influenciando a forma como bebem, comem fora de casa e escolhem estabelecimentos. O efeito alcança também o setor de bebidas, que pode ver modelos de receita baseados em álcool sendo testados.

Estimativas indicam que entre 4% e 7% dos adultos britânicos usam GLP-1 como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, para controle de peso. Isso corresponde a aproximadamente 2,1 milhões a 3,7 milhões de pessoas. A maioria obtém o medicamento por meio de canais privados, sem prescrição direta.

Esses fármacos, criados para diabetes tipo 2, reduzem apetite, retardam a digestão e estabilizam a glicose. O tratamento é, hoje, majoritariamente semanal por injeção, com formatos em píli ca surgindo e ampliando o acesso.

Perfil dos usuários

O número de usuários dobrou em relação ao ano anterior, superando grupos alimentares já comuns na alimentação fora de casa. Homens e mulheres aparecem em números próximos, com maior crescimento entre as mulheres. A faixa etária se estende até os 60 anos, distribuída pelo país.

A renda média tende a ser mais alta, refletindo a predominância de uso privado. O público utiliza os GLP-1 mesmo sem prescrição, o que amplia a base de consumo e o alcance de mudanças de hábitos.

Impacto no consumo de álcool

Reduzir o apetite começa a se traduzir em menor consumo de álcool entre quem usa GLP-1. Dados indicam que 23% dos usuários bebem menos ao sair. Essas mudanças potencialmente afetam margens de estabelecimentos que dependem de álcool.

Além disso, 32% relatam que saem para comer e beber com menos frequência, e 57% vão a lugares especiais apenas em ocasiões especiais. A tendência já se reflete no varejo alimentício, com queda de gastos ligados aos GLP-1.

Padrões de gasto e comportamento

YouGov aponta queda no gasto semanal com compras de alimento e itens de supermercado entre usuários ativos, de 102 libras para 91 libras por domicílio. Compras no canal de takeaway também caem, de 49 libras para 30 libras mensais.

A pesquisadora chefe de YouGov ressalta que o uso pode crescer, trazendo oportunidades e riscos para setores desde restaurantes de serviço rápido a supermercados. A tendência deve se ampliar conforme mais pessoas adotem o tratamento.

Mudanças no comportamento alimentar

Entre os usuários, 65% afirmam que a medicação alterou o que comem fora de casa. A decisão pela saúde aumenta a busca por informações nutricionais antes de pedir. A influência se estende aos hábitos de grupo, que costumam ajustar menus para atender necessidades de alguns clientes.

Parcerias entre estabelecimentos e cardápios mais leves aparecem em mercados internacionais, com porções menores e opções com menos carboidratos e álcool. As lojas passam a oferecer pratos com maior proteína e alternativas baseadas em plantas.

Perspectiva para o varejo e o setor

Quase um quarto dos adultos no Reino Unido indica que considera usar GLP-1 no futuro. Dados de YouGov apontam potencial de consumo entre quem já usou e quem consideraria iniciar o tratamento.

O comportamento dos clientes pode permanecer alterado mesmo após o término do tratamento, segundo pesquisas. O varejo e a horeca devem acompanhar essas mudanças para adaptar cardápios, porções e opções sem álcool.

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