- A Apple atingiu US$ 109,2 bilhões com serviços em 2025, alta de 14% e correspondendo a quase 26% do faturamento total.
- O portfólio de serviços inclui Apple TV+, Apple Music, iCloud, Apple Arcade, Fitness+ e o pacote Apple One, com valores entre R$ 42,90 e R$ 99,90 mensais.
- Especialistas dizem que a Apple é líder em inovação de hardware e marca, mas não lidera a corrida da inteligência artificial, apostando mais em parcerias e em serviços visando lucro recorrente.
- A empresa já fez parceria com a Google para usar o Gemini na assistente Siri, porém o projeto não decolou, e o processamento de IA tende a ocorrer mais no dispositivo (iPhone) do que em grandes data centers.
- A visão de especialistas é de que a Apple foca em hardware, serviços e sistemas operacionais para manter lucro, sem tentar competir sozinho pela liderança em IA.
A Apple completou 50 anos consolidando-se como fabricante de hardware e, cada vez mais, de serviços digitais. Em 2025, o segmento de Services atingiu US$ 109,2 bilhões, com alta de 14% e participação de cerca de 26% no faturamento total da companhia. O modelo de negócios inclui comissões de até 30% sobre pagamentos de apps no iPhone.
O portfólio de serviços da Apple cresceu nos últimos anos, passando a incluir Apple TV+, Apple Music, iCloud, Apple Arcade, Fitness+ e o pacote Apple One, que reúne vários serviços. O preço do combo varia de R$ 42,90 a R$ 99,90 mensais.
Para Fabro Steibel, do ITS-Rio, a Apple permanece vista como inovadora por hardware diferenciado e pela construção de uma marca forte, além de investimentos em chips próprios que facilitaram lançamentos como o MacBook Neo, mesmo com a escassez de componentes.
Carlos Rafael Gimenes das Neves, da ESPM, afirma que a aposta em serviços é estratégico para manter margens com clientes que não precisam trocar de produto com frequência, gerando receita recorrente.
Desempenho em inteligência artificial
Mesmo com o avanço da IA generativa, a Apple não figura entre os líderes do setor. O mercado passou a acompanhar plataformas como ChatGPT, Gemini e Claude, enquanto a empresa aposta mais em soluções próprias e em parcerias para IA integrada ao ecossistema.
Steve Wozniak já indicou uma postura crítica ao uso de IA da Apple, sugerindo que a empresa oferece recursos apenas de forma limitada e não quer depender de uma máquina que dite ações ao usuário. A posição reflete cautela de alguns usuários em relação a assistentes.
Os recursos de IA da Apple estão integrados ao iOS, tornando-os menos visíveis que concorrentes. Ainda assim, o sistema permite tradução em tempo real, transcrição de áudio e resumo de notificações, o que não compensa totalmente a atuação de grandes plataformas de IA.
Especialistas avaliam que a companhia privilegia parcerias estratégicas, como a tentativa de integrar o Gemini da Google à Siri, sem grande adesão. A Apple também não investe fortemente em data centers dedicados a IA, buscando reduzir custos em comparação com rivais.
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