- A maioria dos provadores de vinho americano compra garrafas inferiores a $20, com a frequência semanal ou mensal mantida por todos os grupos etários.
- Garrafas abaixo de $15 são mais associadas a quem tem entre 21 e 39 anos.
- Valor percebido é maior conforme o preço aumenta; vinhos a $30 ou mais recebem nota média de 5,91 em “qualidade pelo preço”.
- Metade dos pesquisados não mudou o gasto por garrafa recentemente; 39% gastam mais e 12% gastam menos, citando preocupação com custo e busca de opções de bom custo-benefício.
- Consumo de vinho tende a diminuir, com queda líquida de 16% na frequência de consumo; bebidas prontas para beber ganham espaço entre 21 a 39 anos, e 25% já usaram inteligência artificial para indicar vinhos.
Nos Estados Unidos, uma pesquisa realizada pela empresa de pesquisa de vinhos Wine Opinions indica mudanças nos hábitos de compra e consumo entre consumidores de vinho. O levantamento, feito em janeiro de 2026 com 1.351 respondentes, revela foco em preço acessível, moderação e interesse crescente em bebidas prontas para beber. O estudo tem margem de erro de até ±2,7% com nível de confiança de 95%.
A prática de comprar garrafas com preços abaixo de US$ 20 continua dominante entre os consumidores, com mais da metade das pessoas de todos os grupos etários adquirindo esse patamar semanal ou mensalmente. Garrafas abaixo de US$ 15 são mais comuns entre quem tem de 21 a 39 anos.
A frequência de compra aumenta conforme o preço diminui: 54% compram itens abaixo de US$ 15 com frequência mensal ou semanal, enquanto 28% adquirem garrafas de US$ 30 ou mais na mesma periodicidade. A percepção de valor também varia pela faixa de preço, com avaliações médias de 4,70 para US$ 15 e 5,91 para US$ 30 ou mais em uma escala de qualidade pelo preço.
Padrões de gastos sob pressão da acessibilidade
Metade dos entrevistados manteve o gasto médio por garrafa inalterado nos últimos dois anos. Outros 39% disseram gastar mais, e 12% afirmaram gastar menos. Entre os que reduziram o gasto, 51% afirmaram não poder mais gastar tanto quanto antes.
O entendimento de valor inclui 47% que citam a descoberta de vinhos mais baratos com boa relação custo-benefício. Outros 36% apontam preços de vinhos que subiram, e 35% citam restrições no orçamento de compras. As motivações variam conforme faixa etária e sexo, com maior preocupação entre mulheres e pessoas com 60 anos ou mais.
Consumo de vinho em queda
A pesquisa aponta queda marginal no consumo: 16% dos respondentes passaram a beber vinho com menor frequência. Quase metade não mudou o ritmo, 5% passaram a beber com mais frequência e 14% relatam aumento moderado.
Entre os grupos etários, 21 a 39 anos registram a menor queda, de 7%. Entre 40 e 59 anos, a diminuição é de 15%, e acima de 60 anos, 26%. Motivos incluem redução do consumo de bebidas alcoólicas em geral (49%), saúde (38%) e aumento de preço dos vinhos (24%).
A maioria das reduções ocorre em casa: 46% apontam queda no consumo doméstico, enquanto 16% dizem que a queda ocorre principalmente em bares ou restaurantes.
ready-to-drink ganham espaço entre jovens
O levantamento também avalia bebidas prontas para beber, como coquetéis enlatados e bebidas maltadas com sabor. Entre 21 a 39 anos, mais de 60% relatam consumo frequente ou ocasional de ready-to-drink.
Entre quem reduz o consumo de vinho, 14% atribuem parte da mudança à maior adesão a ready-to-drink. O uso desse segmento é muito menor entre pessoas com 60 anos ou mais, com apenas 28% relatando algum nível de consumo.
Inteligência artificial na descoberta de vinhos
Um quarto dos participantes informou ter utilizado uma ferramenta de inteligência artificial para indicar vinhos que compraram. O uso é mais comum entre os mais jovens: 52% de 21 a 39 anos, 21% de 40 a 59 e 7% de 60 anos ou mais.
Nível de satisfação entre os que compraram vinhos sugeridos por IA é alto: 40% very satisfeitos e 33% satisfeitos. Apenas 1% ficaram insatisfeitos. Entre os usuários frequentes de vinho, 48% relataram muita satisfação com as compras indicadas pela IA.
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