- A Justiça aprovou a venda dos 27,5% da Oi na V.tal ao BTG Pactual, mantendo o BTG como proprietário de 100% da empresa.
- A participação da Oi estava no plano de recuperação judicial e servia como garantia das dívidas dos três maiores credores: PIMCO, Ashmore e SC Lowy.
- O preço mínimo da operação era de R$ 12,3 bilhões; napenas oferta apresentada no leilão de março foi de R$ 4,6 bilhões, o que levou ao veto dos credores.
- A juíza Simone Chevrand validou a contranotificação do BTG e desconsiderou o veto dos credores; ainda cabe recurso em segunda instância.
- A V.tal atua com rede neutra de fibra, base de clientes de fibra da Oi e a empresa de data centers Tecto, responsável pelo projeto TFOR3.
A Justiça aprovou a venda dos 27,5% que a Oi detinha na V.tal para o BTG Pactual, que passa a ter 100% da empresa. A operação envolve a rede neutra, banda larga e data centers, e decorre do processo de recuperação judicial da Oi.
O preço mínimo estabelecido era de R$ 12,3 bilhões. No leilão de março, apenas o BTG apresentou oferta, de R$ 4,6 bilhões, ficando abaixo do valor mínimo. Os credores tiveram o direito de vetar a transação, o que ocorreu inicialmente.
A decisão foi proferida pela juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que validou a atuação do BTG. Os credores ainda podem recorrer em segunda instância.
Implicações legais e disputas
Os fundos PIMCO, Ashmore e SC Lowy contestam o processo, com ações de arresto em tramitação desde fevereiro. O bloqueio envolve ações da Oi que contribuiriam para credores trabalhistas em caso de venda, segundo fontes do processo.
Para o BTG, a compra facilita a desvinculação da V.tal da Oi e abre caminho para movimentos estratégicos, incluindo venda futura a um player do setor. A operação também reduz a exposição da Oi ao ativo mais valioso de seu portfólio.
Sobre a V.tal
A V.tal atua em três frentes. A rede neutra detém mais de 400 mil quilômetros de fibra óptica, aluguel para operadoras. A base de fibra residencial da Oi foi adquirida pela V.tal em 2023 por 5,6 bilhões de reais.
Além disso, a empresa é dona da Tecto, que constrói data centers no Brasil. O primeiro projeto operacional é o Mega Lobster, em Fortaleza, chamado TFOR3.
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