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Durigan afirma que Lula quer que bancos concedam desconto em dívidas

Governo avalia oferecer garantias a bancos e fintechs para descontos amplos em renegociações de dívidas, reduzindo saldo devedor, porém sem estimativas de impacto

“Não é subsídio, é garantia para que diminua o risco dos bancos”, afirmou Durigan sobre proposta do governo
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  • O ministro da Fazenda, Dário Durigan, disse que o governo avalia oferecer garantias a bancos e fintechs para aplicar um desconto amplo em renegociações de dívidas, visando reduzir o saldo devedor antes do refinanciamento.
  • Durigan afirmou que as garantias diminuem o risco das instituições; não seria subsídio.
  • O projeto deve ser mais simples que o Desenrola Brasil e incluir contrapartida em educação financeira para evitar novo endividamento.
  • Lula pediu a Durigan, em 26 de março, que busque resolver o endividamento das famílias.
  • Dados do Banco Central indicam endividamento das famílias em 49,7% da renda em janeiro de 2026, próximo ao recorde, com inadimplência em nível máximo desde 2012.

O governo avalia oferecer garantias da União para bancos e fintechs aplicarem descontos amplos em renegociações de dívidas. A ideia é reduzir o saldo devedor do tomador antes do refinanciamento, segundo informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista à GloboNews.

Durigan explicou que o programa permitiria descontos concedidos pelas instituições e, em alguns casos, garantias do governo para diminuir o risco das operações. Ele destacou que o objetivo não é Subsídio direto, mas reduzir o risco para facilitar renegociações.

Segundo o ministro, a proposta deve ser mais simples que o Desenrola Brasil, com necessidade de contrapartida em educação financeira para evitar novo endividamento. Lula pediu a Durigan, em março, que trate do tema para conter o endividamento das famílias.

Dados do Banco Central indicam que o endividamento das famílias chegou a 49,7% da renda em janeiro de 2026, próximo do recorde histórico de 49,9% registrado em julho de 2022. A inadimplência acima de 90 dias também atingiu patamar elevado, o maior desde 2012.

A ideia do governo surge em meio a críticas sobre o acesso e a complexidade de modelos anteriores de renegociação, com a expectativa de desatar o ciclo de endividamento. O governo busca medidas que ampliem a adesão sem ampliar responsabilidades futuras das famílias.

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