- A produção industrial saiu de janeiro para fevereiro com alta de 0,9%, a segunda variação positiva consecutiva, acumulando aumento de 3% no período.
- Na comparação com fevereiro de 2025, houve queda de 0,7%, com impactos negativos em várias atividades e recuos em 3 das 4 grandes categorias econômicas.
- As maiores contribuições positivas foram de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (2,5%).
- Entre os setores que buscaram recuo, destacam-se farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), produtos químicos (-1,3%) e metalurgia (-1,7%).
- Em fevereiro de 2026, a indústria está 3,2% acima do patamar pré‑pandemia (fev/2020) e 14,1% abaixo do recorde de maio de 2011, segundo a PIM.
A produção industrial do Brasil voltou a crescer em fevereiro, com alta de 0,9% em relação a janeiro. O resultado confirma o segundo aumento mensal consecutivo e eleva o desempenho do setor a uma expansão de 3% no acumulado do período. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE.
Entre as atividades, o destaque ficou com veículos automotores, reboques e carrocerias, que avançaram 6,6%, e com coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com alta de 2,5%. Esses setores contribuíram de forma significativa para manter o ritmo positivo da indústria nos dois primeiros meses de 2026.
A produção também mostrou ganho em outras 16 das 25 atividades pesquisadas, sinalizando um crescimento disseminado. O gerente da PIM, André Macedo, relaciona o desempenho ao avanço na recomposição de estoques e ao maior uso de insumos na indústria.
Na comparação com fevereiro de 2025, a indústria caiu 0,7%. Houve resultados negativos em 3 das 4 grandes categorias, 20 dos 25 ramos e 60 dos 80 grupos pesquisados. Veículos, produtos químicos e máquinas e equipamentos puxaram as quedas, segundo a análise da PIM.
Entre as influências negativas, destacam-se veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,3%), produtos químicos (-6,4%) e máquinas e equipamentos (-11,0%). Recortes também aparecem em confecção de vestuário, itens de metalurgia e eletrônicos. Em contrapartida, indústrias extrativas, coque e farmoquímicos tiveram forte atuação positiva frente a fevereiro de 2025.
O segmento de farmoquímicos e farmacêuticos registrou queda de 5,5% em fevereiro, repetindo recuo após alta no mês anterior, enquanto fertilizantes, tintas e desodorantes contribuíram de forma negativa para o total. A indústria farmacêutica é apontada como mais volátil pela PIM, com base de comparação elevada.
Para referência, a produção industrial está 3,2% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 14,1% abaixo do recorde de maio de 2011. O Ibge indica que fevereiro de 2026 teve menor número de dias úteis que o mesmo mês de 2025, o que influenciou o resultado mensal. A próxima divulgação ocorre em 7 de maio, com dados de março de 2026.
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