- Tarifa compensatória sobre fertilizantes fosfatados importados de Marrocos e Rússia foi estabelecida em abril de 2021, com alíquota inicial de 19,97% para a OCP; Rússia teve tarifas variando entre 9,19% e 47,05%.
- A medida elevou o custo do fosfato diamônico (DAP) em quase 28,6% durante o período da taxa inicial, contribuindo com gastos adicionais de cerca de US$ 6,9 bilhões entre 2021 e 2025 para os produtores de grandes culturas.
- Marrocos, que detém cerca de 70% das reservas mundiais de rocha fosfática, ficou progressivamente fora do mercado americano; a produção de fosfatos nos EUA é concentrada em seis empresas, com Nutrien e Mosaic respondendo por grande parte do volume nacional.
- Tensões entre Estados Unidos e Irã aumentam o risco de interrupção no Estreito de Ormuz, via crucial para o comércio de fertilizantes; o custo do enxofre — ingrediente de vários fosfatos — disparou em 2025, pressionando margens de produção.
- Em 2024 e 2025, a Comissão de Comércio Internacional determinou a revisão obrigatória das tarifas; associações de produtores pedem a revogação, enquanto a NAWG afirmou que as tarifas são financeiramente insustentáveis para agricultores.
Do campo a Washington: produtores rurais enfrentam, no início de 2026, dois desafios que elevam custos e reduzem oferta de fertilizantes fosfatados. Tarifas compensatórias sobre fosfatados importados permanecem ativas, enquanto a tensão entre EUA e Irã aumenta riscos no Estreito de Ormuz, rota-chave para o insumo. O cenário pressiona o custo de produção de culturas como o trigo, que pode chegar a 38% dos gastos operacionais segundo o USDA.
As tarifas começaram em abril de 2021, após investigação do Departamento de Comércio iniciada por a Mosaic. O Marrocos, maior exportador mundial de fosfato, viu a OCP receber 19,97% de tarifa inicial; Rússia e seus produtores tiveram alíquotas de 9,19% (PhosAgro) e 47,05% (EuroChem). O objetivo oficial foi proteger a indústria doméstica de subsídios.
Com o tempo, o fosfato marroquino saiu pouco a pouco do mercado americano. Estudos indicam aumento de 28,6% no preço do fosfato diamônico (DAP) durante a vigência da tarifa de 19,97%, elevando custos para grandes culturas em US$ 6,9 bilhões entre 2021 e 2025.
Entre 2024 e 2026, as alíquotas oscilaram e a OCP passou a operar com tarifas acima de 16%. A produção de fosfatos nos EUA é concentrada em seis empresas, com Nutrien e Mosaic respondendo por grande parte do volume nacional. A Nutren afirmou apoiar a retirada das tarifas, segundo a Association of Wheat Growers.
O cenário externo é agravado pela tensão com o Irã. O risco de fechamento do Estreito de Ormuz, que movimenta cerca de um quarto do comércio mundial de petróleo e volumes relevantes de fertilizantes, aumenta a insegurança de abastecimento. Enxofre e outros insumos podem faltar a tempo para a safra 2026.
Em janeiro de 2026, o governo dos EUA investigou possível conluio de preços no setor, após acusações de um possível duopólio entre Nutrien e Mosaic. O Departamento de Justiça abriu apuração, em meio a divergências internas sobre o alcance da influência de cada player no mercado.
Em 1º de abril, a NAWG pediu formalmente à ITC a revogação das tarifas, afirmando que elas criam carga financeira insustentável aos produtores. A ITC mantém a revisão obrigatória de cinco anos, com prazo para comentários até 8 de maio. O custo adicional para o trigo somou quase US$ 1 bilhão entre 2021 e 2025.
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