Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

TCU e CGU apontam possível supervalorização de precatórios do Banco Master

TCU e CGU apontam ativos de precatórios do Banco Master como supervalorizados ou inexistentes, elevando risco para investidores e custo de crédito

Edifício-sede do Banco Central em Brasília. Órgão regulador determinou auditorias sobre a carteira de R$ 13 bilhões em precatórios do Banco Master (Foto: Enildo Amaral/BCB)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Banco Central determinou, em 2024, duas auditorias sobre 13 bilhões de precatórios do Banco Master; a KPMG aprovou os números, mas o TCU e a CGU questionam supervalorização ou inexistência de ativos.
  • A falta de transparência nas auditorias deixa investidores desprotegidos, com risco de perdas acima de 250 mil reais por CPF garantidos pelo FGC e possível aumento dos custos de crédito no sistema financeiro.
  • O banco captava recursos de investidores em plataformas de varejo, sob garantia do Fundo Garantidor de Créditos, e aplicava em ativos de baixa liquidez como precatórios e empréstimos de longo prazo.
  • O balanço de 31 de dezembro de 2024 apontou 8,7 bilhões de reais em precatórios, valor considerado aceitável pela KPMG após inspeção documental.
  • A atuação regulatória foi gradual: medidas desde outubro de 2023 até denúncias e ações em 2025 e 2026, com divergência entre auditoria externa e órgãos de controle sobre a valoração e transparência dos ativos.

O Banco Master enfrentou avaliações de precatórios que somam cerca de 13 bilhões de reais. O Banco Central acionou duas auditorias em 2024, após identificar ativos potencialmente supervalorizados ou inexistentes, detectando risco para investidores.

A recorrente aposta do Master em captar recursos de varejo, com garantia do FGC, financiou ativos de baixa liquidez como precatórios e empréstimos de longo prazo. O uso combinado de captação de curto prazo e ativos ilíquidos gerou alerta no mercado.

O balanço de 2024, fechado em 31 de dezembro, registrou 8,7 bilhões de reais em precatórios. A KPMG avaliou esse montante como aceitável após inspeção documental, mantendo o parecer positivo no relatório final.

A atuação do Banco Central

Entre outubro de 2023 e março de 2024, o BC impôs medidas graduais: limitou o crescimento da carteira de precatórios e exigiu auditoria externa rigorosa. Em setembro de 2024, apontou direitos creditórios sem registro público.

Em novembro de 2024, o BC questionou o uso de artifícios contábeis para mascarar a iliquidez. Em 2025, a KPMG deixou de atuar como auditora externa. Os desdobramentos tiveram continuidade em 2026, com críticas do TCU e ações da CGU.

Confronto entre auditores e controle

A KPMG considerou a valoração aceitável, mas limitou o escopo aos recebimentos judiciais. A firma informou que, a partir de 2025, não audita mais o Master, citando cláusulas de sigilo. O escritório Galdino Advogados também não apontou irregularidades.

O TCU e a CGU, porém, sinalizam ativos supervalorizados ou inexistentes e ressaltam a ausência de registro público, o que acende risco jurídico. O relatório AudBancos do TCU acusa o Master de postergar a iliquidez por meio de engenharias financeiras.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais