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Bloqueio em Ormuz vira oportunidade bilionária para a maior mineradora de carvão dos EUA

Bloqueio no Estreito de Ormuz eleva demanda global por carvão, ampliando lucros e expansão da Peabody Energy na Austrália

Jim Grech, CEO da Peabody Energy, maior mineradora de carvão dos Estados Unidos
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  • O bloqueio do Estreito de Ormuz reduz o fornecimento de petróleo e gás, levando países a recorrer ao carvão e aumentando a demanda pela maior mineradora de carvão dos EUA, a Peabody Energy.
  • A empresa afirma que clientes no Japão, Coreia do Sul e Taiwan buscam mais fornecimento para evitar queda de energia, substituindo gás natural por carvão na geração elétrica.
  • A Peabody não consegue atender a tudo de imediato: opera minas na Austrália com capacidade perto do limite, incluindo a expansão de Wilpinjong para 10 milhões de toneladas por ano até 2030; também produz 3,5 milhões de toneladas na mina de Wambo (em joint venture com a Glencore) e amplia a produção da Centurion.
  • Preços do carvão subiram: traders apontam possível atingimento de US$ 200 por tonelada caso o conflito se prolongue; a Peabody tem receita de bilhões de dólares e espera crescimento em 2026, com melhora de lucro por ação.
  • Em Wyoming, a mina North Antelope Rochelle tem alto potencial de produção, mas exporting enfrenta desafios logísticos; planos incluem terminais em Seattle e Guaymas, no México, para ampliar as exportações.

Com o Estreito de Ormuz fechado, carregamentos de petróleo e gás natural ficam retidos, levando países a recorrer ao carvão para manter a energia. A Peabody Energy, maior mineradora de carvão dos EUA, registra ganho com a demanda adicional.

Segundo o CEO Jim Grech, clientes no Japão, Coreia do Sul e Taiwan pressionam por mais carvão para evitar escassez, substituindo o gás natural na geração de energia. A empresa opera minas na Austrália e acumula planos de expansão.

A Peabody afirma que não consegue atender sozinho a toda a demanda, pois as minas australianas operam no limite. A expansão de longo prazo na mina Wilpinjong deve elevar a produção para 10 milhões de toneladas/ano até 2030.

Situação atual

Grech destaca que a região já buscava reduzir o carvão, mas, diante de interrupções, voltou a depender dele. Países asiáticos estudam flexibilizar restrições ao uso de carvão, e a Índia demanda manutenção de usinas para maior carga quando necessário.

O cenário influencia também os preços: o carvão subiu cerca de 20% no último mês, para US$ 150 por tonelada. Analistas indicam possibilidade de alta adicional caso o conflito persista.

Resultados e valorização acelerada

A Peabody teve receita de US$ 3,8 bilhões em 2025 e EBITDA de US$ 455 milhões. Projeções para este ano apontam vendas de US$ 4,6 bilhões e EBITDA próximo de US$ 870 milhões, com lucro por ação estimado em US$ 2,39.

As ações da empresa subiram cerca de 130% no último ano, com alta de 400% desde a chegada de Grech, em 2021. O executivo priorizou o carvão de baixo custo na Austrália, além de tentar aquisições no setor.

Potencial de exportação e ativos

A mina North Antelope Rochelle, em Wyoming, é a maior do país, com produção recente em torno de 80 milhões de toneladas. A empresa busca viabilizar exportação via portos da costa oeste, após tentativas frustradas de projetos em Seattle.

Projetos em Oakland (Califórnia) e Guaymas (México) visam ampliar a exportação de carvão, com capacidade prevista de até 30 milhões de toneladas anuais no portfólio. A logística continua sendo o principal desafio.

Energia, guerra e carvão

Grech afirma que maior demanda externa pode ampliar participação no mercado doméstico norte-americano. A recuperação de atividades econômicas, aliada ao crescimento de data centers, sustenta a necessidade por energia confiável.

O executivo também aponta que a atuação regulatória e decisões de emergência energética podem manter usinas a carvão operando por mais tempo. O tema segue em discussão entre governos e tribunais.

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