- Esteban Nofal assumiu o controle da Celulosa Argentina por US$ 1 no fim do ano passado e negocia com credores, além de injetar capital para a reestruturação.
- A Celulosa pediu proteção contra falência, apontando o clima de negócios durante o governo de Milei como parte da dificuldade da empresa.
- Nofal atua por meio do fundo Cima Investments e busca acelerar decisões, com foco em oportunidades na Argentina em setores como petróleo e mineração.
- Antes, ele participou da maior inadimplência corporativa da história do país ao comprar dívida da Vicentin, empresa em recuperação ligada ao setor agrícola.
- O empresário afirma que a economia precisa melhorar e que ambientes com moeda estável impactam a lucratividade das empresas.
Esteban Nofal assumiu o controle da Celulosa Argentina, fabricante centenária de papel e celulose, após adquirir a empresa por US$ 1 no fim do ano passado. Ele negocia com credores e injeta capital para reestruturar o negócio, citando urgência de agir diante do ambiente econômico local.
Nofal chegou à Celulosa depois de anos trabalhando como trader em Nova York para Oppenheimer e Morgan Stanley. A operação ocorre em meio a uma fase de reformas promovidas pelo governo Milei, com impactos variados em setores da economia argentina.
O grupo de investidores de Nofal avalia expansão de longo prazo, enquanto a Celulosa passa por um pedido de proteção contra falência. O objetivo é recuperar operações e posicionamento no mercado de papel e celulose do país.
Contexto financeiro e empresarial
A trajetória de Nofal inclui participação recente em crédito corporativo na Argentina, além de participação na Vicentin SAIC, empresa agrícola que entrou em inadimplência em 2019. A Cima Investments, ligada ao investidor, atuou na reestruturação de ativos da Vicentin.
Nofal afirmou em entrevista à Bloomberg News que o país impõe desafios, mas que comprar ativos a preços baixos pode gerar retorno. Ele destacou a necessidade de agilidade em negociações de private equity em mercados voláteis.
A Vicentin, sob controle de uma corretora local envolvida na recuperação de ativos, figura como referência de operações de crédito e reestruturação no portfólio do empresário. O caso integrou o histórico da atuação dele no mercado argentino.
Perspectivas e cenário nacional
A economia argentina, sob a gestão de Milei, tem setores de petróleo, mineração e finanças em crescimento, enquanto manufatura tem passado por retração. Taxas de desemprego e inflação influenciam decisões de investimento e avaliação de ativos.
Nofal comentou que o investimento em ativos problemáticos pode exigir visão de longo prazo, além de avaliar riscos cambiais e de mercado. Ele observa que a moeda local impacta fortemente a rentabilidade de negócios.
O empresário passa boa parte do tempo em La Pebeta, fazenda ao redor de Buenos Aires, acompanhando de perto a transformação econômica e os movimentos de mercado. O cenário atual demanda leitura rápida de oportunidades.
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