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Tensões no Oriente Médio elevam projeção de inflação para 2026 pela 4ª semana

Conflitos no Oriente Médio elevam a projeção de inflação para 2026 pela quarta semana, com petróleo pressionando preços e juros mantidos em patamar elevado

A expectativa de crescimento da economia brasileira em 2026 permanece em 1,85%.
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  • O Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (6), mostrou a inflação de 2026 subindo para 4,36% (mediana do IPCA), pela quarta semana seguida, puxada pelos conflitos no Oriente Médio que elevam o preço do petróleo.
  • A projeção para 2027 subiu de 3,84% para 3,85%, e entre as estimativas dos últimos cinco dias úteis houve alta de 3,93% para 3,96%.
  • A projeção de juros permanece alta: a mediana para a Selic ao fim de 2026 ficou em 12,50%, mesmo após o corte recente de 15% para 14,75% ao ano feito pelo Copom; o presidente do BC destacou cautela e o uso do tempo para avaliar impactos do petróleo.
  • O PIB esperado para 2026 continua em 1,85%, acima da projeção do Banco Central (1,6% no RPM), mas há sinal de arrefecimento no curto prazo, com estimativas de 1,81% a 1,91%.
  • O ambiente externo, com volatilidade nos preços do petróleo, é apontado como principal fator de pressão inflacionária nos próximos meses.

O mercado financeiro elevou pela quarta semana consecutiva a projeção da inflação para 2026. O Relatório Focus aponta IPCA de 4,36%, frente a 4,31% na semana anterior, impulsionado principalmente por tensões no Oriente Médio que pressionam o petróleo.

Mesmo com o ajuste, a meta permanece dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual sobre o centro, que é 3%. Para 2027, a projeção do IPCA subiu de 3,84% para 3,85%. Entre as 70 estimativas, houve leve avanço de 3,93% para 3,96%.

Inflação e cenário externo

Conflitos na região elevam as cotações internacionais do petróleo, ampliando a pressão sobre preços. O relatório aponta que o choque externo é o principal motor do ajuste nas previsões de inflação para 2026 e 2027.

Selic e decisões do Banco Central

O mercado mantém a expectativa de uma Selic elevada ao fim de 2026, em 12,50%. No mês anterior, a projeção era de 12,13%. O Copom anunciou, no dia 18, o primeiro corte de juros em quase dois anos, reduzindo a Selic de 15% para 14,75% ao ano. O presidente do BC reforçou que a autoridade monitora os impactos do choque do petróleo e atua com cautela para ganhar tempo para análises.

PIB e projeções de crescimento

A expectativa para o PIB brasileiro em 2026 seguiu estável em 1,85%. Esse patamar é superior ao divulgado pelo Banco Central, que projeta alta de 1,6% para o mesmo ano. Nos últimos cinco dias úteis, as estimativas para o PIB passaram de 1,91% para 1,81%, indicando possível arrefecimento do otimismo.

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