- Líderes da AIE, FMI e Banco Mundial vão se reunir na segunda-feira, 13, para discutir a crise energética desencadeada pela guerra no Irã.
- O anúncio foi feito pelo diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, via X, destacando a necessidade de cooperação internacional.
- Kristalina Georgieva e Ajay Banga já concordaram, na semana passada, em formar um grupo de coordenação para ajudar governos a enfrentar as consequências econômicas da crise.
- O mecanismo de resposta pode incluir aconselhamento político, avaliação de necessidades de financiamento e apoio financeiro a juros baixos ou zero, além de ferramentas de mitigação de riscos.
- Birol afirmou ao jornal Le Figaro que a atual crise de petróleo e gás é mais grave do que as crises de 1973, 1979 e 2022 juntas.
Os chefes da AIE, FMI e Banco Mundial vão discutir a crise energética causada pela guerra no Irã. A reunião está marcada para a próxima segunda-feira, dia 13, segundo Fatih Birol, diretor-executivo da AIE, em postagem no X.
Birol afirma que a crise exige esforço conjunto e cooperação internacional. O objetivo é apoiar governos globalmente diante das consequências econômicas do conflito e da interrupção de fornecimentos de energia.
A reunião já havia sido acordada pela semana passada entre Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI, Ajay Banga, presidente do Banco Mundial, e Birol, para estabelecer um grupo de coordenação.
Mecanismo de resposta e apoio financeiro
O grupo poderá oferecer aconselhamento político, avaliação de necessidades de financiamento e apoio com financiamento a juros baixos ou zero. Ferramentas de mitigação de riscos também estão sob consideração, sem detalhes específicos divulgados.
A pauta acontece em meio a declarações de alto escalão de outros países. O presidente dos Estados Unidos, em tom duro, afirmou que Teerã deve reabrir o Estreito de Ormuz, principal passagem de petróleo e gás do mundo.
Uma fonte regional indicou que avanços positivos são esperados entre as partes envolvidas na guerra no Oriente Médio, com negociações conduzidas por autoridades militares paquistanesas. A expectativa é de um acordo ainda nesta terça-feira.
Birol destacou, em entrevista ao Le Figaro, que a crise atual é considerada mais grave que crises anteriores de petróleo, citando 1973, 1979 e 2022. A avaliação reforça a importância de ações coordenadas entre instituições internacionais.
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