- Marco Tulio Oliveira, CEO da Ana Gaming, afirma que 50% do mercado de apostas ainda é ilegal e que aumento de impostos pode estimular operações não regulamentadas.
- Ele diz que a alíquota sobre a receita bruta das empresas já passou de 12% para 13% neste ano, com previsão de 14% no próximo ano e 15% posteriormente.
- Oliveira alerta que o aperto tributário pode gerar concorrência desleal entre operadores regulamentados e ilegais e tornar ofertas regulamentadas menos atrativas.
- A arrecadação do setor atingiu R$ 2,5 bilhões em janeiro e fevereiro, além do imposto de renda retido sobre ganhos dos apostadores.
- O executivo ressalta investimentos do setor no esporte brasileiro e defende regulamentação que inclua prevenção e tratamento de dependência, cuidando da parcela da população que pode exceder o uso.
Marco Tulio Oliveira, CEO da Ana Gaming, afirmou à CNN Money que o aumento de impostos sobre apostas pode estimular o mercado ilegal no Brasil. Ele alerta para o risco de desincentivar operadores regulamentados diante de tributos mais elevados.
Segundo Oliveira, a tributação do setor já passou por mudanças recentes. O GGR é taxado em 13% neste ano, com previsão de 14% no próximo e 15% em diante, elevando a pressão sobre as empresas regulamentadas.
O executivo estima que metade do mercado ainda opera de forma ilegal, o que pode aumentar com tributos mais altos. A afirmação reforça a preocupação com competição desleal entre operações legais e ilegais.
Arrecadação e benefícios econômicos
Oliveira destacou que, apenas com a atividade regulada, o Brasil registrou cerca de 2,5 bilhões de reais de arrecadação em janeiro e fevereiro, valor não visto há dois anos. Além disso, há retenção do imposto de renda sobre ganhos dos apostadores.
O setor também tem promovido investimentos em esportes no país, contribuindo com recursos além da arrecadação direta. Esses aportes incluem iniciativas que geram alavancagem para o segmento esportivo nacional.
Jogo responsável e preocupações sociais
Ao tratar dos impactos sociais, Oliveira reconhece a necessidade de medidas para quem desenvolve o uso excessivo. Ele defende tratamentos e programas de prevenção, comparando a regulamentação do setor à de bebidas alcoólicas.
O CEO ressalta que o objetivo é atuar junto à indústria para entender números e cuidar da parcela da população que extrapola o entretenimento. A proposta é mitigar danos sem atrapalhar o mercado regulamentado.
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