- Muitos críticos do Bitcoin acabam mudando de ideia ao ver o ativo alcançar valor de mercado em torno de US$ 1,3 trilhão e demonstrar resiliência a novas quedas.
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- Casos emblemáticos incluem Donald Trump, Larry Fink, Kevin O’Leary, Mark Cuban e Jamie Dimon, que passaram de ceticismo a reconhecimentos ou apostas no potencial da criptomoeda e de sua tecnologia.
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- Trump sinalizou interesse regulatório e prometeu não vender a reserva de Bitcoin do governo; BlackRock e financiadoras associaram-se ao mercado, reforçando a visibilidade do BTC.
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- Outros nomes que mudaram de posição incluem Ray Dalio, Primo Rico, Samy Dana e Ciro Gomes, que passaram a defender ou recomentar exposição ao Bitcoin.
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- O ciclo de quedas históricas do Bitcoin costuma ser seguido por altas expressivas, alimentando a visão de que a criptomoeda pode manter trajetória de valorização a longo prazo.
O Bitcoin tem gerado posições extremas ao longo de sua história: críticos que o consideram fraude e defensores que veem nele uma revolução. Nos últimos 17 anos, muitos que duvidaram passaram a reconhecer seu valor, especialmente diante de seu valor de mercado, que ronda cerca de US$ 1,3 trilhão, e da capacidade de se recuperar de quedas expressivas.
A resiliência do ativo é apontada como um fator decisivo na mudança de opinião de várias personalidades ligadas a finanças, tecnologia e negócios. O BTC já enfrentou períodos de queda prolongados e foi classificado como morto diversas vezes, mas acumulou altas expressivas em subsequentes ciclos de valorização.
Abaixo, casos emblemáticos de figuras que mudaram sua posição sobre o Bitcoin, de modo total ou parcial, sem interpretação pessoal, apenas com fatos públicos e ações observáveis no tempo.
Casos emblemáticos de conversão ao Bitcoin
Donald Trump
Em 2021, o ex-presidente dos EUA se posicionou criticamente ao Bitcoin, afirmando que o ativo era uma farsa. Em julho de 2024, participou da Bitcoin Conference e sinalizou apoio a um marco regulatório para o setor, além de anunciar que não venderia a reserva de Bitcoin do governo.
A eleição de 2024 elevou o interesse pelo tema, com o anúncio de projetos criptográficos e o lançamento de uma memecoin associada ao ex-presidente. Foram também concedidos perdões a empresários do setor e a figuras ligadas à indústria.
Larry Fink
O CEO da BlackRock já afirmou que o Bitcoin chegou a ser associado a lavagem de dinheiro. Em um evento do New York Times, ele reconheceu ter mudado de opinião, descrevendo a mudança como pública e expressiva. A BlackRock atua como gestora de um ETF de Bitcoin à vista, refletindo o peso do mercado institucional.
Kevin O’Leary
Jurado do Shark Tank, O’Leary chegou a classificar o Bitcoin como lixo em 2019. Em 2021, passou a manter cerca de 3% do portfólio em criptomoedas, incluindo BTC, divulgando a ideia de adoção por parte de investidores institucionais.
Mark Cuban
O investidor e jurado do Shark Tank já teve declarações negativas em 2019, entendendo o Bitcoin como uma religião. Em 2024, afirmou que investiria no BTC como forma de proteção contra a inflação, e, em 2025, posicionou o Bitcoin como alternativa ao ouro em cenários de crise.
Jamie Dimon
O CEO do JPMorgan descreveu o Bitcoin como fraude em 2017. Embora tenha mantido uma postura crítica, a instituição lançou seu próprio pagamento com blockchain e estudou serviços de negociação de criptomoedas para clientes. Dimon também reconheceu que o Bitcoin pode ter utilidade em cenários de crise.
Ray Dalio
Fundador da Bridgewater, Dalio classificou o Bitcoin como bolha em 2017. Nos anos seguintes, reduziu o tom, admitindo posição de cerca de 1% do patrimônio em BTC e sugerindo alocar parte de portfólios em criptomoedas e ouro.
Primo Rico (Thiago Nigro)
O influente investidor admitiu ter vendido Bitcoin em 2014, apontando erro histórico. Em 2025, voltou a investir de forma robusta, com aportes significativos no ativo.
Samy Dana
Economista da Globo que criticava o Bitcoin por não possuir função de moeda, reconheceu em 2021 ter erado a avaliação de bolha e passou a recomendar exposição ao ativo.
Ciro Gomes
Ex-ministro da Fazenda e ex-candidato afirmou ter ficado surpreso com o avanço do Bitcoin em 2021, reconhecendo que o ativo tem potencial como moeda de curso internacional e reserva de valor.
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