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Especulação domina financiamento de emergentes, eleva riscos, diz FMI

FMI alerta: financiamento externo de emergentes depende cada vez mais de fundos de hedge e pensão, elevando vulnerabilidade a saídas rápidas em crises

Logo do FMI na fachada do prédio do Fundo em Washington
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  • O FMI diz que o financiamento de emergentes vem cada vez mais de fundos de hedge, pensão e seguradoras, o que aumenta a vulnerabilidade a saídas rápidas durante crises.
  • A parcela da dívida financiada por investimentos de portfólio chegou a oitenta por cento, fruto da atuação de bancos menos tolerantes a risco desde a crise de 2008, com entradas acumuladas de cerca de US$ quatro trilhões.
  • O relatório aponta que, embora haja liquidez global facilitando empréstimos de longo prazo, esses investidores ficaram mais cautelosos e reativos a mudanças no cenário global.
  • Passivos de dívida externa de portfólio somam, em média, quinze por cento do PIB nos mercados emergentes; passivos de ações de portfólio representam cerca de sete por cento do PIB, com peso relevante em algumas bolsas.
  • O FMI recomenda que países fortaleçam instituições, criem amortecedores, como reservas cambiais, e mantenham a dívida pública sustentável para mitigar saídas de capitais e choques financeiros.

FMI alerta que financiamento especulativo domina emergentes, aumentando vulnerabilidades a crises. O Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que fundos de hedge, de pensão e seguradoras passaram a concentrar a maior parte do financiamento externo de países emergentes, elevando o risco de saídas rápidas em momentos de tensão financeira.

Segundo o relatório de Estabilidade Financeira Global, a participação de investidores de portfólio na dívida externa dos emergentes dobrou nos últimos 20 anos, chegando a 80%. A mudança ocorreu após a contração de oferecer empréstimos por parte dos bancos desde a crise financeira de 2008, com entradas acumuladas de cerca de US$ 4 trilhões nesses mercados.

O FMI destaca vantagens e riscos dessa dinâmica. A liquidez global amplia a possibilidade de levantar dinheiro com dívida de longo prazo a custos menores, mas investidores de portfólio tornaram-se mais cautelosos desde 2008 e podem impor saídas rápidas. Países com mercados rasos e capacidade política limitada ficam mais expostos a choques globais.

Riscos de mercado e vulnerabilidades

  • O relatório enfatiza que quedas abruptas nos fluxos de portfólio podem elevar spreads e depreciar moedas, ampliando dificuldades de financiamento externo.
  • Passivos de dívida externa de portfólio variam, em média, a 15% do PIB nos emergentes; ações de portfólio respondem por ~7% do PIB, representando parcela relevante da capitalização de mercados em algumas economias.
  • Participações estrangeiras são particularmente altas em moedas como o florim húngaro, que teve ganhos relevantes no ano anterior, antes de recuar com as recentes mudanças no cenário global.

Observações adicionais e recomendações

  • Fluxos de crédito privado transfronteiriço e de stablecoins para emergentes também crescem rapidamente, com relação estreita à dinâmica do mercado de criptografia.
  • O FMI recomenda reforçar a qualidade institucional, criar amortecedores, como reservas cambiais, e manter a dívida pública sustentável para limitar saídas de portfólio.

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