- A Petrobras anunciou Guilherme Mello para integrar o Conselho de Administração e indicar‑se para presidir o Conselho; a nomeação depende de aprovação na Assembleia Geral Ordinária de 16 de abril de 2026.
- O convite já o coloca como cotado anteriormente para a Diretoria de Política Econômica do Banco Central, indicação que gerou perguntas entre parte do mercado financeiro.
- Mello deve deixar a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda e ocupará a posição de secretário‑executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, substituindo Gustavo Guimarães.
- A nomeação foi formalizada pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos; ele substituiria o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
- Além da atuação no governo, Mello preside o Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e integra o Conselho da PPSA; tem doutorado pela Unicamp e formações pela USP e PUC‑SP.
Guilherme Melo, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, foi indicado pela Petrobras para integrar o Conselho de Administração da estatal. A nomeação também aponta Melo como possível presidente do conselho, com decisão dependente da AGO em 16 de abril de 2026. A indicação será analisada conforme requisitos legais e de governança da empresa.
A aposta ocorre após Melo ter sido cotado para a Diretoria de Política Econômica do Banco Central, sugestão do ex-ministro Fernando Haddad. A avaliação dos mercados, porém, indicou cautela quanto a seu perfil frente a inflação e estímulos econômicos.
Melo deixará a Secretaria de Política Econômica para ocupar o cargo de secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, vaga que fica aberta com a saída prevista de Gustavo Guimarães. A nomeação para o Conselho substitui o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, que assumiu a pasta após a saída de Simone Tebet.
Perfil e atribuições
Melo é doutor em ciência econômica pela Unicamp, mestre em economia política pela PUC-SP e graduado em ciências sociais pela USP e em ciências econômicas pela PUC-SP. No setor público, lidera o Conselho de Administração do BNDES e integra o PPSA, além de já ter participação no conselho da BB Seguridade.
Consequências para a governança
O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) formalizou a nomeação, que envolve avaliação de gestão e integridade. A Petrobras informou que o Conselho de Administração elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente interino até a AGO.
Diretoria executiva e reorganização
Na mesma semana, a Petrobras aprovou o encerramento antecipado do mandato do diretor de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser. Angélica Laureano foi nomeada para o cargo, com mandato até abril de 2027. William França ficará, temporariamente, com as funções de Transição Energética e Sustentabilidade.
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