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Produtores de cacau enfrentam queda de preços com demanda alta

Pará, maior produtor de cacau, registra queda de preço de 44 para menos de 10 reais o quilo, impactando os produtores locais

Grande quantidade de frutos de cacau colhidos reunidos em recipiente sob cobertura. As cascas variam entre amarelo, laranja, verde e marrom, mostrando diferentes estágios de maturação. Formato oval e textura com sulcos caracterizam os frutos.
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  • Produtores de cacau no Pará enfrentam queda de preços, com o quilo caindo de cerca de R$ 44,00 para menos de R$ 10,00 nas últimas semanas.
  • A desvalorização afeta agricultores que dependem da comercialização do fruto para o sustento.
  • O Pará é o principal produtor de cacau no Brasil, com cerca de 137 mil toneladas produzidas em 2025.
  • A região do Xingu responde pela maior parte da produção, contribuindo com mais de 100 mil toneladas por ano.

O preço do cacau sofreu forte queda no Pará, principal estado produtor do Brasil. O quilo, que já chegou a R$ 44, caiu para menos de R$ 10, impactando a renda de produtores locais. A desvalorização não acompanha, ainda, o atual ritmo de demanda pelo produto.

Ontem, comunidades agrícolas no Pará relataram que o recuo de preço prejudica planejamento financeiro e investimentos na plantação. Agricultores afirmam que a diferença entre o custo de produção e o preço recebido compromete a sustentabilidade de muitos negócios familiares.

Dados oficiais apontam que o Pará continua a liderar a produção nacional de cacau. Em 2025, o estado produziu aproximadamente 137 mil toneladas, superando Bahia e Espírito Santo. A região do Xingu concentra a maior parte desse volume, respondendo por mais de 100 mil toneladas anuais.

Essa concentração regional ressalta a importância de políticas públicas voltadas ao setor. Especialistas destacam a necessidade de ações que promovam maior valorização do fruto, melhoria de cadeia de comercialização e apoio à gestão no campo.

Apesar do recuo recente, a cadeia produtiva do cacau mantém potencial de recuperação diante de ajustes de preços e estímulos à produção sustentável. Produtores e cooperativas ganham espaço para discutir estratégias de equilíbrio entre oferta, demanda e renda.

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