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Seis lições de um bilionário que já vendeu sangue para comprar comida

Do trabalho duro na fazenda ao império imobiliário em Dumbo, Walentas vendeu sangue para comer, aprendeu a não desistir e a buscar parcerias estratégicas

David Walentas é incorporador imobiliário bilionário americano
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  • O bilionário David Walentas cresceu em Rochester durante a Grande Depressão, com a mãe trabalhando para sustentar ele e o irmão após o derrame do pai, o que o levou a trabalhar em fazendas ainda jovem.
  • Sem um caminho claro, ingressou no programa ROTC da Universidade da Virgínia e teve a experiência transformadora de conviver com colegas de origens privilegiadas.
  • Após a formatura, escreveu sua trajetória começando com trabalhos difíceis, incluindo limpar fossas sépticas na base militar na Groenlândia e vender o próprio sangue para pagar uma refeição.
  • Fundou a Two Trees Management e transformou Dumbo, Brooklyn, em uma área valorizada, hoje com patrimônio líquido estimado em US$ 2 bilhões.
  • Suas lições-chave: aceitar trabalhos que ninguém quer, buscar exposição, manter controle das propriedades, seguir os instintos, dar passos grandes e contar com o apoio da parceira de vida.

David Walentas, bilionário do setor imobiliário, transformou uma área degradada de Brooklyn em Dumbo, hoje ocupada por imóveis residenciais e comerciais. Sua trajetória começou na infância de Rochester, durante a Grande Depressão, quando a família enfrentou dificuldades financeiras.

O pai, funcionário dos correios, ficou paralisado após um derrame. Para sustentar os filhos, a mãe os mandou trabalhar em fazendas. Walentas lembra ter acordado cedo, ordenhado vacas e cuidado do terreno, uma rotina que moldou sua ambição e resiliência.

Ainda na adolescência, decidiu ingressar no ROTC da Marinha, após ver um cartaz no último ano do ensino médio. Foi aceito na Universidade da Virgínia, o que mudou sua vida e abriu portas para o futuro no setor imobiliário.

Trajetória profissional e ascensão

De volta aos EUA, Walentas fez o primeiro investimento imobiliário: uma antiga casa de fazenda adquirida por US$ 30 mil. A gestão falha quase o leva à falência, mas a experiência ensinou uma lição essencial: quem não pode administrar não deve possuir ativos.

A virada veio com a fundação da Two Trees Management, empresa que assumiu o controle de propriedades sem depender de bancos. O foco passou a ser revitalizar áreas degradadas e superar obstáculos regulatórios.

Em Dumbo, o empresário enfrentou resistência de bancos e do governo. Com apoio privado de investidores da área de cosméticos, conseguiu empréstimos de US$ 6 milhões e firmou acordo com o governo para transformar o bairro, protegendo inquilinos industriais por até dez anos.

Lições de um bilionário

A infância difícil ensinou que vale a pena enfrentar o desconforto para buscar oportunidades. Walentas cita a importância de não subestimar trabalhos considerados simples, como a limpeza de fossas. Esse mindset o acompanhou ao longo da carreira, inclusive na fase inicial da Two Trees.

A exposição obtida na UVA ajudou a ampliar horizontes e a conhecer parceiros estratégicos. O networking foi determinante para ampliar a visão de negócios e aproximar investidores.

Outra lição é o valor do controle: a experiência com uma propriedade mal administrada mostrou que quem não consegue gerir não deve possuir. Hoje, a empresa administra diretamente cada ativo sob sua gestão.

Walentas também enfatiza seguir o próprio entusiasmo, especialmente no início da carreira, quando a vontade de se tornar incorporador imobiliário guiou suas escolhas. No caminho, decidiu apostar alto em Dumbo, ainda que as autoridades não aprovassem rapidamente as mudanças de zoneamento.

Para ele, os passos grandes são fundamentais: construir em um bairro considerado improvável exigiu apoio de investidores privados e negociações com autoridades para viabilizar o projeto, mantendo compromissos com os inquilinos.

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