- Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento do Brasil em 2026 de 2% para 1,6%.
- A queda é atribuída ao choque no preço do petróleo e ao endividamento elevado das famílias, segundo o economista-chefe William Maloney.
- A projeção fica abaixo da do Banco Central (1,6%) e também da estimativa do Focus (1,85%) e da Fazenda (2,3%).
- Para a América Latina, o WB revisou o crescimento de 2,3% para 2,1%, citando a alta dos preços do petróleo causada por conflitos no Oriente Médio.
- O relatório destaca a Embraer e a Embrapa, elogiando avanços na indústria aeronáutica e na agricultura brasileira.
O Banco Mundial revisou para baixo a previsão de crescimento do Brasil para 2026, passando de 2% para 1,6%. A atualização aparece no relatório Panorama Econômico da América Latina e o Caribe, divulgado nesta quarta-feira em Washington. O recuo acompanha a visão de desempenho anterior já divulgada em janeiro.
A instituição aponta fatores externos, como o choque no preço do petróleo, aliado a dificuldades internas, como endividamento elevado dos consumidores. O economista-chefe para a região, William Maloney, destacou que juros altos reduzem a demanda e pressionam o consumo.
A previsão brasileira acompanha o cenário regional: para a América Latina, o Banco Mundial reduz a projeção de crescimento de 2,3% para 2,1%. Entre os motivos estão interrupções na oferta de petróleo e impactos na cadeia de suprimentos.
No estudo, o Banco Mundial ressalta que choques de petróleo afetam preços globais de energia, o que tende a frear investimento e consumo. Juros elevados fortalecem esse efeito ao encarecer o crédito e restringir gastos públicos.
Apesar da queda na projeção para o Brasil, o relatório cita avanços setoriais. A Embraer é destacada como exemplo de boa performance na indústria de aviação, fruto de mão de obra qualificada. A agricultura brasileira também é mencionada pela alta produtividade.
A Embrapa recebe reconhecimento pela incorporação de ciência, inovação e capital humano como pilares da produtividade, com impactos que transcendem o apoio estatal. O documento enfatiza ganhos persistentes na agropecuária brasileira.
Na prática, as mudanças de cenário ajudam a entender a posição do Brasil dentro do conjunto latino-americano, onde há variações entre países com maior peso no petróleo e diferentes ritmos de recuperação econômica.
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