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Frente parlamentar quer discutir fim da Taxa das Blusinhas após eleições

Frente parlamentar adia debate sobre fim da taxa das blusinhas até depois das eleições, temendo uso político e impacto à indústria brasileira

Setor varejista quer manter taxa das blusinhas e discutir fim do imposto apenas após eleições
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  • Membros da Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios e do comércio varejista querem adiar o debate sobre o fim da taxa das blusinhas para depois das eleições de outubro.
  • O temor é de que o tema seja usado para angariar votos durante a corrida eleitoral.
  • Dados da GO Associados indicam que remessas internacionais passaram de US$ 296 milhões em 2020 para US$ 2.655 milhões em 2024.
  • Diversas entidades assinaram um manifesto pela manutenção da taxação, argumentando que a suspensão criaria competição desleal com os comerciantes brasileiros.
  • O deputado Jorge Goetten (Republicanos/SC) afirma que revogar a taxa prejudicaria a indústria brasileira; o ex-vice-presidente Geraldo Alckmin defende a continuidade da taxa de 20% sobre importações de até US$ 50.

Membros da Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios e representantes do comércio varejista defendem adiar o debate sobre o fim da taxa das blusinhas até depois das eleições de outubro. A cobrança é vista como relevante para o setor, e há receio de que o tema seja contaminado pela corrida eleitoral.

O tema ganhou força após sinalização do Planalto de discutir a revogação da taxação sobre compras realizadas no exterior. Dados da GO Associados indicam que o volume de remessas internacionais cresceu de US$ 296 milhões em 2020 para US$ 2,655 bilhões em 2024, ampliando o debate sobre impactos para a indústria.

Diversas entidades assinaram um manifesto pela manutenção da taxa nesta terça-feira, argumentando que a suspensão do imposto geraria vantagem competitiva ao comércio estrangeiro em relação aos varejistas nacionais.

Quem está envolvido

O deputado Jorge Goetten, do Republicanos de Santa Catarina, afirmou que revogar a taxa prejudicaria a indústria brasileira, questionando como alinharia projetos de incentivo à nova indústria com propostas de isentar concorrente internacional e onerar a produção local.

O ex-secretário de Relações Governamentais e atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, também manifestou apoio à manutenção da cobrança de 20% sobre importações de até US$ 50, defendendo a continuidade da taxação nesse patamar.

Desdobramentos

A discussão ocorre em meio a contornos políticos e a expectativa de definição de medidas econômicas antes do fim do mandato. Não houve anúncio de calendário oficial para votação ou mudanças na tributação. As informações são baseadas em declarações de parlamentares e em dados de pesquisa de remessas.

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