- Investidores japoneses compraram ações estrangeiras em março, totalizando 2,22 trilhões de ienes (US$ 14,04 bilhões), o maior volume em quase um ano.
- O movimento foi impulsionado pela desvalorização do iene e por preços mais baixos de ações devido à guerra no Oriente Médio.
- A compra líquida mensal foi a mais alta desde o anúncio das tarifas do “Dia da Libertação” dos Estados Unidos, em abril de 2025, quando atingiu 3,27 trilhões de ienes.
- Analistas do Barclays disseram que os novos fluxos da Conta Individual de Poupança do Japão (NISA) favoreceram a entrada de ações por estrangeiros.
- Dados do Banco do Japão mostram saída líquida de 3,42 trilhões de ienes em títulos do Tesouro dos EUA em fevereiro, além de venda de 173,3 bilhões de ienes em títulos europeus; entradas líquidas em títulos italianos compensaram parcialmente.
Os investidores japoneses compraram ações estrangeiras no maior volume em quase um ano em março, impulsionados pela queda do iene e por preços mais baixos devido à guerra no Oriente Médio. O valor líquido das aquisições foi de 2,22 trilhões de ienes, cerca de US$ 14,04 bilhões.
Essa foi a maior compra líquida mensal desde o anúncio das tarifas do Dia da Libertação, nos EUA, em abril de 2025, quando atingiu 3,27 trilhões de ienes. Analistas creditam parte do movimento aos fluxos da conta NISA, que incentiva investimentos isentos de impostos.
Os investimentos locais também envolveram negócios de venda. Houve saída líquida de 4,12 trilhões de ienes em títulos estrangeiros, a maior desde outubro de 2024. Contas fiduciárias compraram cerca de 1,3 trilhão de ienes em ações, vendendo 601,4 bilhões em títulos de longo prazo.
Gerentes de fundos e contas bancárias contribuíram com fluxos relevantes para o exterior, com 828,3 bilhões e 226,3 bilhões de ienes, respectivamente. Em contrapartida, dados do Banco do Japão mostram saída de 3,42 trilhões de ienes em Títulos do Tesouro dos EUA em fevereiro, o maior desde junho de 2022.
Na mesma linha, houve venda de 173,3 bilhões de ienes em títulos europeus no mês. Desinvestimentos em títulos franceses e alemães somaram 270,14 bilhões e 131,73 bilhões de ienes, respectivamente, enquanto títulos italianos tiveram saldo líquido positivo de 158,07 bilhões de ienes.
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