- Futuros do Brent caíram para US$ 94,25 o barril, queda de 13,8%; o WTI recuou para US$ 95,52 o barril, queda de 15,4%.
- O diesel europeu de referência caiu para US$ 1.256,25 por tonelada, queda de 17,8%.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, condicionado à reabertura segura do estreito de Ormuz.
- O Irã afirmou que interromperá ataques se ações contra o país cessarem, com trânsito seguro pelo estreito possível por duas semanas em coordenação com as Forças Armadas.
- A volatilidade ocorre após danos e tensões na região, com a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã havendo contribuído para o maior aumento mensal do preço do petróleo em março, acima de cinquenta por cento.
O petróleo caiu abaixo de US$ 100 por barril nesta quarta-feira (8) após o anúncio de Donald Trump de um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, condicionando a reabertura rápida e segura do estreito de Ormuz. A medida foi apresentada como um acordo bilateral para evitar confrontos no corredor estratégico.
Os futuros do Brent recuíram US$ 15,02, ou 13,8%, para US$ 94,25 por barril. O WTI caiu US$ 17,43, ou 15,4%, para US$ 95,52 por barril. O diesel europeu de referência também cedeu, recuando US$ 271,50, ou 17,8%, para US$ 1.256,25 por tonelada.
A reviravolta veio perto do encerramento do prazo para o Irã permitir a passagem pelo estreito de Ormuz, por onde circula parte relevante do petróleo mundial. O Irã disse que interromperá ataques se houver suspensão de ações contra o país, com trânsito seguro no estreito assegurado por duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas.
Analistas destacam que cerca de 10 a 13 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados poderiam ser liberados gradualmente com a normalização do fluxo, dependendo de o cessar-fogo evoluir para uma paz estável nas negociações no Paquistão. A incerteza geopolítica mantém o prêmio de risco para o estreito de Ormuz em alta, mesmo com o acordo anunciado.
Diversos países da região já registraram tentativas de ataques com mísseis e drones, além de alertas para a população se abrigar. Especialistas ressaltam que, mesmo com um cessar-fogo, o mercado pode precificar riscos adicionais ao trânsito pelo estreito nas próximas semanas.
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