- A Vitru Educação lançou um follow-on para levantar até R$ 300 milhões, com uma oferta-base 100% primária de 13,6 milhões de ações, somando cerca de R$ 200 milhões.
- Dependendo da demanda, pode haver aumento de até 35% (lote adicional) e mais 15% (lote suplementar).
- A precificação está prevista para o dia 15 de abril, após o bookbuilding com base no preço de tela da ação.
- Motivações do CFO incluem a maturidade da companhia após a migração da Nasdaq para a B3, consistência dos resultados e o novo marco regulatório da educação; objetivo é ampliar a liquidez e atrair novos investidores.
- Os recursos vão para desalavancagem, gestão de passivos, capital de giro e expansão orgânica, com plano de abrir cerca de cinquenta e um polos presenciais e ampliar laboratórios; a empresa vale aproximadamente R$ 1,9 bilhão e os coordenadores são BTG Pactual, Itaú BBA e Bradesco BBI.
A Vitru Educação anunciou o lançamento de um follow-on capaz de levantar até R$ 300 milhões. A operação é 100% primária e visa ampliar a liquidez das ações e acelerar a expansão orgânica da empresa, dona das marcas Uniasselvi e Unicesumar. A oferta base contempla 13,6 milhões de ações.
A operação prevê um lote adicional de até 35% e um lote suplementar de até 15%, dependendo da demanda. O processo de precificação será definido pelo preço de tela e está previsto para 15 de abril, mediante bookbuilding.
O CFO, Gabriel Lobo, informou ao Brazil Journal que a decisão busca aproveitar a maturidade da Vitru com a migração da Nasdaq para a B3, além da consistência dos resultados e do novo marco regulatório da educação.
Detalhes da oferta
A Vitru planeja usar os recursos para desalavancagem, gestão de passivos, capital de giro e expansão orgânica, especialmente na área de saúde. A empresa busca abrir cerca de 51 polos presenciais e ampliar laboratórios.
A operação deve elevar a liquidez diária do papel de aproximadamente R$ 8,5 milhões para cerca de R$ 20 milhões, segundo o CFO. O objetivo é atrair uma nova base de investidores.
A Vitru já vinha avaliando a operação há meses, fortalecida pela agenda de desalavancagem. No último trimestre, a companhia ficou em 2x EBITDA, frente a 2,6x no mesmo período de 2023. Em 2022, a métrica era de 5,1x.
O follow-on marca a primeira movimentação relevante desde a saída da Nasdaq e a listagem na B3, concluídas em 2024. A Vitru acumula valorização de 130% nos 12 meses, com valor de mercado de aproximadamente R$ 1,9 bilhão.
BTG Pactual, Itaú BBA e Bradesco BBI coordenam a oferta, que segue sujeita a condições de mercado e aprovação regulatória.
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