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Argentina aprova projeto de mineração próximo a geleiras

Argentina aprova reforma para permitir mineração em regiões glaciais, ampliando investimentos, enquanto críticos alertam para riscos hídricos e ambientais

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  • Parlamentares aprovaram a reforma apoiada pelo governo para facilitar mineração em regiões glaciais; votação foi 137 a favor, 111 contra e 3 abstenções, e a lei entra em vigor após publicação no Diário Oficial.
  • O governo de Javier Milei diz que a mudança atrai investimentos e pode posicionar a Argentina como fornecedora de cobre e lítio para a transição energética; críticos alertam para riscos ambientais e hídricos.
  • A reforma permite que as províncias definam seus próprios padrões de proteção para geleiras e zonas periglaciais, o que críticos afirmam poder enfraquecer proteções em formações de gelo de grande altitude.
  • A lei de 2010, que desde então proíbe atividades industriais e de mineração nessas áreas, seria afetada pela nova regra, ampliando a possibilidade de mineração nessas regiões.
  • Cientistas e ambientalistas demonstram preocupação com a água doce; oposição aponta censura em audiências públicas, enquanto empresas e governadores dizem que as regras ficam mais claras; grandes mineradoras teriam recebido incentivos do governo.

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, nesta quinta-feira (9), uma reforma apoiada pelo governo que busca incentivar investimentos em mineração em regiões glaciais. A votação foi de 137 votos a favor, 111 contra e 3 abstenções. A lei entra em vigor após publicação no Diário Oficial.

A mudança permite que as províncias definam seus próprios padrões de proteção para geleiras e zonas periglaciais. Críticos afirmam que a regra pode enfraquecer proteções de formações de gelo em grandes altitudes, que funcionam como reservas de água doce.

Reações e motivações

Parlamentares de oposição reclamaram de censura, alegando que apenas 0,3% dos mais de 100 mil inscritos puderam se manifestar em audiências públicas. Governadores de províncias mineiras e empresas do setor dizem que a reforma esclarece regras para investimentos.

Ecologistas e cientistas afirmam que a medida prioriza mineração em grande escala em detrimento das águas da região. A Universidade de Buenos Aires já havia expressado preocupação, defendendo critérios científicos respaldados por conhecimento técnico.

Contexto e impactos econômicos

O governo de Milei concedeu incentivos fiscais, cambiais e legais a empresas de mineração, atraindo players como Glencore e BHP. A lei de 2010 protege quase 17 mil massas de gelo nos Andes, em 8.484 km², na fronteira da Patagônia com o Chile.

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