- O Equador aumentou as tarifas de importação sobre a Colômbia de 50% para 100%, com vigência a partir de 1º de maio.
- A justificativa é de que a Colômbia não teria implementado medidas concretas e eficazes de segurança nas fronteiras.
- O país já havia elevado as tarifas no fim de fevereiro, de 30% para 50%.
- A Colômbia rejeita as acusações, diz realizar operações conjuntas com as forças de segurança equatorianas e instaurou tarifas recíprocas sobre alguns produtos equatorianos.
- Bogotá também suspendeu as vendas de energia ao Equador, e o país depende de importações de medicamentos e pesticidas; o Equador citou déficit comercial como motivo.
O Equador anunciou nesta quinta-feira 9 a elevação das tarifas de importação provenientes da Colômbia de 50% para 100%, com vigência a partir de 1º de maio. A medida eleva a proteção de produtos colombianos diante das fronteiras comuns.
O governo equatoriano justificou o aumento afirmando que a Colômbia não implementou medidas concretas de segurança nas fronteiras para combater o tráfico de drogas. A decisão foi comunicada por meio de um release oficial.
Anteriormente, no fim de fevereiro, o Equador já havia elevado as tarifas para 50%, sob a alegação de que a Colômbia não estaria fazendo o suficiente para impedir atividades ilícitas próximas à fronteira. A Colômbia rejeita as acusações.
A Colômbia, por sua vez, afirmou realizar operações conjuntas com as forças de segurança equatorianas e impôs tarifas recíprocas sobre alguns produtos do Equador. Em resposta, Bogotá também suspendeu as vendas de energia para o Equador, que depende dessas exportações durante períodos de seca.
O Equador cita, ainda, o déficit comercial entre os dois países como motivação para as tarifas. Nesta crise, não houve resposta imediata de Ministérios do Comércio ou das Relações Exteriores de ambos os países.
Entre na conversa da comunidade