- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição enfrenta há quase uma década condições de trabalho inadequadas para os servidores.
- Ele agradeceu aos técnicos que elaboram o relatório semanal do BC, conhecido como boletim Focus.
- Na véspera, Galípolo foi testemunha na CPI do Crime Organizado sobre o Banco Master e pediu aos senadores a aprovação da PEC 65 de 2023, que amplia a autonomia do BC.
- Galípolo disse que autonomia não é afastar a democracia, destacando que ela não depende apenas de dispositivos legais e que o BC não negocia seu mandato.
- Sobre o Focus, afirmou que a mediana das projeções representa a percepção dos agentes econômicos, e que divergências existem entre economistas e dentro das instituições que participam do Focus.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em evento em São Paulo que as condições de trabalho no BC não são adequadas há quase uma década. A crítica foi compartilhada durante discurso na manhã desta quinta-feira (9 abr 2026). O relato aponta falhas no arcabouço institucional.
Galípolo agradeceu aos técnicos que elaboram o relatório semanal do Boletim Focus, usado para orientar a política monetária. O dirigente reforçou a importância da produção de dados para a tomada de decisões no BC.
Na véspera, ele participou de audiência na CPI do Crime Organizado para falar sobre o Banco Master. Segundo o presidente, o BC enfrenta limitações para fiscalizar o sistema financeiro e solicitou apoio dos senadores pela aprovação da PEC 65/2023, que amplia a autonomia da instituição.
Autonomia e democracia
Em São Paulo, Galípolo afirmou que autonomia não significa afastamento da democracia. Segundo ele, negociar o mandato é um componente central da função do BC, mas o órgão não está disponível para negociar o mandato.
Ao comentar o Focus, ele disse que as projeções refletem a percepção do mercado sobre o futuro, não apenas números objetivos. Mesmo com eventual subjetividade, o relatório é considerado relevante para a política monetária.
O presidente ressaltou que a mediana das projeções não representa consenso do mercado, e que há divergências entre economistas e instituições que participam do Focus. A pluralidade de debates é apresentada como fundamental pela autoridade monetária.
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