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Governadora do DF afasta 12 diretores do BRB ligados à gestão que tentou comprar Master

Afastamento de doze diretores do BRB ligados à gestão anterior busca evitar interferência em investigações sobre possível fraude e prejuízo estimado em até R$ 5 bilhões

Diretores e superintendentes teriam dado aval a negócios fraudulentos entre o BRB e o Banco Master. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
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  • A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afastou 12 diretores do Banco de Brasília (BRB) ligados à gestão anterior, investigada pela tentativa de compra do Banco Master.
  • A medida, tomada nesta quarta-feira, visa evitar interferência nas apurações e preservar a integridade do processo; a lista de nomes não foi divulgada.
  • Os afastados são servidores concursados e permanecerão no BRB, sem função de comando, até que haja conclusão das investigações.
  • O BRB deve comunicar formalmente aos acionistas as mudanças na diretoria em breve, mas ainda não houve publicação de fato relevante.
  • A PF já recebeu o relatório da auditoria externa sobre os negócios com o Master; há indícios de possível prejuízo de cerca de R$ 5 bilhões.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou o afastamento de 12 diretores do BRB ligados à gestão anterior, investigada pela tentativa de compra do Banco Master. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 8, no âmbito de apurações sobre irregularidades na antiga cúpula.

O objetivo é evitar interferências nas investigações e preservar a integridade do processo. A lista de nomes não foi divulgada. A GloboNews e o Metrópoles confirmam a medida.

Parte dos afastados já foi comunicada; por serem servidores concursados, permanecerão no banco, apenas fora do comando. O BRB deve comunicar formalmente aos acionistas nos próximos dias, ainda sem fato relevante publicado.

Investigação e desdobramentos

Nesta terça, o BRB informou ter concluído auditoria externa sobre os negócios com o Master e envio dos resultados à Polícia Federal, no âmbito da operação Compliance Zero. O relatório envolve a atuação do escritório Machado Meyer e da Kroll.

As apurações apontam que a compra do Master ignorou alertas de áreas responsáveis e houve aquisição de carteiras de crédito estaria fraudulentas, totalizando cerca de R$ 12 bilhões. A PF investiga possível gestão fraudulenta.

Segundo apurações preliminares, pode haver prejuízo de até R$ 5 bilhões ao BRB. A instituição adiou a divulgação dos resultados do ano anterior, que podem esclarecer a extensão dos impactos financeiros.

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