- Em abril, a CNC informou que o comprometimento de renda para pagamento de dívidas chegou a 29,33%, o maior nível desde o início da série em 2005.
- O rotativo do cartão de crédito atingiu 435,88% ao ano, e 10,48% da renda mensal das famílias é absorbed por juros, o maior patamar em duas décadas.
- O crédito habitacional para pessoa física cresceu 0,8% em fevereiro, chegando a 1,326 trilhão de reais; o financiamento de veículos subiu 1,3%, para 408,4 bilhões de reais.
- A bolsa de 2026 teve movimento mais concentrado: ingresso de estrangeiros superior a 41 bilhões de reais, com ganhos puxados por empresas ligadas ao varejo, supermercados, construção e bancos.
- A educação financeira brasileira aparece como desafio, com o país ocupando o 74º lugar no ranking global; iniciativas do PagBank visam ampliar alfabetização financeira e inclusão.
O endividamento das famílias brasileiras atingiu novo recorde em 2026, com o comprometimento de renda para pagar dívidas em 29,33%, o maior desde o início da série em 2005. O rotativo do cartão de crédito chegou a 435,88% ao ano, conforme levantamento divulgado pela CNC no dia 2 de abril. Além disso, 10,48% da renda mensal fica exclusivamente com juros.
O crédito para habitação cresceu 0,8% em fevereiro, somando R$ 1,326 trilhão, enquanto o financiamento de veículos subiu 1,3%, para R$ 408,4 bilhões. O juro médio cobrado pelas famílias ficou em 62% ao ano, revelando uma diferença relevante entre endividamento agregado e custo real do dinheiro.
Repercussões no mercado e no consumo
Essa conjuntura elevada de juros e atraso de renda afeta a leitura do mercado, com distorções de preço em ações e ativos de renda variável. Empresas menores ligadas à economia real aparecem com desconto histórico, enquanto o volume de capital estrangeiro segue concentrado em ativos do Ibovespa.
No campo econômico, o estudo da FGV aponta o formato “K” da recuperação: renda mais alta permanece consumindo e investindo, enquanto famílias de menor renda enfrentam reajustes de dívida. O índice de Gini, que mede desigualdade, encerrou 2025 em 0,517, indicando concentração de renda apesar do avanço econômico.
Perspectivas e educação financeira
Especialistas destacam que, com a SELIC projetada para terminar o ano em dois dígitos, o custo da dívida deve aliviar o consumo e a inadimplência tende a recuar, influenciando a reprecificação de ativos. O PagBank, em parceria com a B3, vem investindo em educação financeira com cursos gratuitos e iniciativas públicas para ampliar a alfabetização financeira e a inclusão social.
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