- Pesquisas qualitativas usadas em campanhas e empresas apontam que homens apostam online de forma escondida em grupos apenas de homens, segundo o cientista político Felipe Nunes.
- Em salas de espelho com apenas homens, eles dizem estar ganhando, mas, na prática, acumulam perdas e o dinheiro da família é consumido pelo jogo.
- Dados de pesquisa quantitativa citados no episódio indicam que 29% dos entrevistados começaram a apostar para pagar contas e 27% buscavam renda extra; entre inadimplentes, 46% apostam.
- Mulheres costumam falar mais de saúde, bem-estar da família e políticas públicas; homens ficam mais preocupados com status social e segurança, o que ajuda a entender o papel das apostas.
- O tema ajuda a explicar sensação de vulnerabilidade econômica no Brasil, mesmo com melhorias em renda e desemprego, e pode influenciar o comportamento do eleitor independente.
O Assunto traz, nesta quinta-feira, um recorte qualitativo que ajuda a entender mudanças no cotidiano das famílias brasileiras. Em sessões de pesquisa, homens relataram apostar em plataformas online de forma discreta, muitas vezes sem o conhecimento das parceiras, em ambientes que simulam debates entre eleitores.
Os estudos utilizam salas de espelhos, onde grupos discutem sob mediação com participantes de diferentes perfis. Nas sessões apenas com homens, o registro aponta apostas feitas individualmente, com relatos de lucro aparente que contrasta com perdas reais, fortalecendo o desequilíbrio financeiro familiar.
Dados complementares indicam que, segundo pesquisas quantitativas citadas no episódio, 29% começaram a apostar para pagar contas e 27% buscavam renda extra; entre inadimplentes, 46% apostam. O fenômeno ajuda a explicar a percepção de custo de vida acima do que indicam números econômicos, segundo o pesquisador.
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