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Poupança registra saída líquida de R$ 11,1 bi em março

Poupança registra retirada líquida de R$ 11,1 bilhões em março, com saques superiores a depósitos e saldo próximo de R$ 1 trilhão

Real Moeda brasileira, dinheiro
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  • Poupança teve retirada líquida de R$ 11,1 bilhões em março, com saques superiores a depósitos no mês.
  • Em março, houve R$ 369,6 bilhões em aplicações e R$ 380,7 bilhões em saques; rendimento creditado foi de R$ 6,3 bilhões; saldo da poupança fica perto de R$ 1 trilhão.
  • Nos anos de 2023 e 2024, as retiradas líquidas ficaram em R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente; no ano passado, o saldo negativo chegou a R$ 85,6 bilhões.
  • No primeiro trimestre deste ano, a poupança acumula R$ 41,2 bilhões em retiradas líquidas; a razão é a Selic elevada, que favorece investimentos com maior rendimento.
  • A última reunião do Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, mas o BC pode reavaliar o ciclo de queda diante de tensões internacionais; inflação de fevereiro ficou em 0,7% e IPCA de 12 meses caiu para 3,81%. A inflação de março será divulgada pelo IBGE.

O saldo da poupança caiu em março, com saques superiores aos depósitos. A retirada líquida foi de 11,1 bilhões de reais, conforme relatório divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira.

No mês, foram aplicados 369,6 bilhões e saíram 380,7 bilhões. Rendimentos creditados somaram 6,3 bilhões, mantendo o saldo da poupança próximo de 1 trilhão de reais. Nos últimos anos, o padrão é de saques maiores que depósitos.

Fatores que influenciam o movimento da poupança

A diferença entre entradas e saídas ocorre em meio à manutenção da Selic em patamar elevado, que estimula investimentos com maior rendimento e reduz a atratividade da poupança. O Copom iniciou o ciclo de queda da taxa, mas ainda permanece atento a tensões externas.

No primeiro trimestre, a poupança acumula 41,2 bilhões de reais em retiradas líquidas. A autoridade monetária aponta riscos geopolíticos, como a guerra no Oriente Médio, como fator a monitorar para possíveis revisões do ritmo de cortes.

Cenário econômico e inflação

A inflação oficial de fevereiro fechou em 0,7%, com aceleração frente a janeiro. O IPCA acumulado em 12 meses caiu para 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A inflação de março será divulgada pelo IBGE na sexta-feira, com possíveis impactos da geopolítica.

O BC utiliza a Selic para guiar a trajetória da inflação e conter a demanda. Quando a taxa sobe, há efeito sobre o crédito e sobre o comportamento da poupança, influenciando o saldo agregado. A evolução da inflação continua sob monitoramento para o segundo trimestre.

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