- A Receita Federal registrou crédito tributário constituído de bebidas alcoólicas em 2025 de R$ 5,96 bilhões, frente a R$ 5,51 bilhões em 2024 (alta de cerca de oito por cento).
- O número de fiscalizações no setor aumentou, passando de vinte e uma em 2024 para vinte e três em 2025.
- Além das bebidas alcoólicas, o segmento de produtos de fumo teve crédito tributário constituído relevante em 2025, de R$ 1,44 bilhão.
- No total, a Receita contabilizou cerca de R$ 233,4 bilhões em créditos tributários constituídos, sendo R$ 221,9 bilhões relativos a pessoas jurídicas e R$ 11,2 bilhões a pessoas físicas.
- As maiores rodas de tributos com crédito constituído foram IRPJ/CSLL (61,2%), PIS/Cofins (18,8%) e Contribuição Previdenciária (6,8%), com autorregularização de grandes contribuintes resultando em R$ 58,2 bilhões autuados, dos quais R$ 6 bilhões ingressaram aos cofres públicos.
A Receita Federal informou que, em 2025, registrou R$ 5,96 bilhões em crédito tributário constituído no segmento de bebidas alcoólicas. O Fisco aponta que contribuintes declararam menos do que deveriam, gerando cobranças por irregularidades.
Segundo a subsecretária de Fiscalização, Andrea Costa Chaves, crédito tributário constituído pode estar em contencioso, já pago integralmente ou em parcelamento. O órgão não detalhou a situação de cada caso.
O total de 2025 representa alta de cerca de 8% frente a 2024, quando houve cobrança de R$ 5,51 bilhões nesse setor. Também houve aumento no número de fiscalizações, de 19 para 23 no período.
Ao final de 2025, o Brasil enfrentou um surto de intoxicação por metanol devido a bebidas adulteradas, levando à interdição de distribuidoras, bares e supermercados por questões sanitárias.
Outras autuações
Entre os setores sob controles especiais, o segmento de produtos de fumo registrados crédito tributário relevante em 2025, com cobrança de R$ 1,44 bilhão por irregularidades. Junto a isso, as demais categorias mostraram os seguintes valores:
- bebidas não alcoólicas: R$ 590 milhões;
- biodiesel: R$ 430 milhões;
- papel imune: R$ 130 milhões.
Ao todo, as fiscalizações da Receita acumularam cerca de R$ 233,4 bilhões em créditos tributários constituídos. Deste total, R$ 221,9 bilhões referem-se a pessoas jurídicas e R$ 11,2 bilhões a pessoas físicas.
O relatório aponta que, nos casos de empresas, IRPJ/CSLL responde por 61,2% dos créditos, seguido por PIS/Cofins (18,8%) e Contribuição Previdenciária (6,8%). A autorregularização de grandes contribuintes rendeu autuações de R$ 58,2 bilhões, dos quais apenas R$ 6 bilhões entraram nos cofres públicos.
Para pessoas físicas, o Fisco cobrou R$ 5,2 bilhões por irregularidades no Imposto de Renda. Desse montante, R$ 2,6 bilhões decorrem de declarações retidas na Malha Fiscal PF não regularizadas e outros R$ 2,6 bilhões de contribuintes que já se regularizaram.
A Receita também destacou R$ 1 bilhão em crédito tributário constituído a partir de fiscalizações especiais, como a Operação Carbono Oculto, totalizando 11 ações realizadas em 2025.
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