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Tintos mais frescos são o futuro do vinho espanhol?

Tendência espanhola aponta reds mais leves e frescos, equilíbrio entre fruta, acidez e terroir, buscando apelo entre jovens e novas ocasiões

Spanish wine’s evolution towards the lighter side encompasses gentler reds, less oak and a refocus on terroir-driven wines from sustainably conscious vineyards, reports Jessica Mason.
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  • A tendência espanhola é toward red mais leves, menos carvalho e foco em terroir, com maior apelo entre jovens e mercados de exportação.
  • Empresas como Raventós Codorníu e Bodegas Martínez Lacuesta destacam wines mais finos, equilibrados e fáceis de beber, sem opulência.
  • Em Rioja, a balança entre fruta, carvalho e origem de vinhedos ganha importância, com foco em expressão de site e vinificação que prioriza frescor.
  • Priorat passa a valorizar elegância e equilíbrio, explorando frescor, nuance de terroir e menos potência, mantendo profundidade.
  • Variedades e técnicas espanholas—como Garnacha, Mencía e uso de vinhas altas, vinificação controlada e uso de barris alternativos—contribuem para estilos mais leves, com marketing voltado à versatilidade e ocasiões de consumo.

Spanish wine mantém o perfil mais leve, com vinhos tintos mais frescos, menos carvalho e foco no terroir, aponta uma análise publicada pela imprensa especializada.

O movimento surpreende a indústria, com demanda global por tintos encorpados em queda e estilos mais leves ganhando espaço. O público jovem tem sido apontado como motor dessa mudança.

A Raventós Codorníu, certificada como B Corp neste ano, observa crescimento constante de interesse por vinhos mais leves e frescos, especialmente em mercados de exportação e entre consumidores mais jovens.

A Bodega Martínez Lacuesta, em Haro, Rioja, afirma que há tendência a bebidas mais finas, equilibradas e fáceis de beber, sem opulência ou tanninos exagerados, mantendo complexidade.

Para o enólogo Javier Bañales, de Martínez Lacuesta, o objetivo é vinhos finos e equilibrados, que transmitam frescor e fluidez, sem abrir mão da expressão da uva e do terroir.

Já Manuel Iribarnegaray, da Marqués de Cáceres, ressalta que um tinto leve pode ter menor álcool, mas não significa ser barato; trata-se de explorar aromas, paladar e acidez com maturação de frutos.

Na visão da Familia Torres, a diversidade de estilos é essencial: vinhos leves em corpo ou em álcool podem coexistir, com decisões de vinificação impactando elementos como polifenóis, álcool, acidez e maturação aromática.

Rioja tem investido em equilíbrio, com carvalho que apoia o estilo sem defini-lo unicamente. Sonsierra destaca uso de vinhedos de altitude para maior frescor, mantendo o DNA da região.

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