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Vale fecha acordo com Shandong para fretar navios movidos a etanol

Vale firma afretamento de vinte e cinco anos com a Shandong para dois navios Guaibamax movidos a etanol, com entrega a partir de 2029, visando descarbonização da frota

Reuters Em encontro com analistas, o presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, afirmou recentemente que a companhia tem 75% de sua exposição protegida.
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  • A Vale fechou um contrato de afretamento de vinte e cinco anos com a chinesa Shandong Shipping Corporation para usar os dois primeiros navios transoceânicos movidos a etanol.
  • Os navios, do tipo Guaibamax de segunda geração, terão 340 metros de comprimento, capacidade de 325 mil toneladas de minério e entrega prevista a partir de 2029.
  • Além do etanol, o projeto prevê uso de metanol, óleo pesado e possibilidade de conversão futura para gás natural liquefeito ou amônia, com velas rotativas para energia eólica e maior eficiência.
  • A companhia afirma que a descarbonização é tendência irreversível e faz parte da estratégia, buscando flexibilidade para enfrentar incertezas regulatórias e de combustível no mercado global.
  • A Vale mantém frota de cerca de cinquenta navios Guaibamax e negocia mais dez embarcações bicombustíveis com a Shandong, com entregas entre 2027 e 2029; o custo do contrato não foi divulgado.

A Vale fechou um contrato de afretamento de 25 anos com a chinesa Shandong Shipping para construir os dois primeiros navios transoceânicos movidos a etanol. O acordo, confirmado pela companhia, prevê entrega a partir de 2029.

Os dois navios, do tipo Guaibamax de segunda geração, terão 340 metros de comprimento e capacidade de 325 mil toneladas de ferro. Serão equipados com velas rotativas, motores mais eficientes e dispositivos que reduzem o atrito, visando maior eficiência energética.

A operação faz parte da estratégia de descarbonização da frota da Vale. O diretor de navegação, Rodrigo Bermelho, ressaltou que o etanol é parte de um sistema logístico mais flexível para lidar com variações de mercado e regulações internacionais.

A Vale não divulgou o valor do contrato, citando confidencialidade, mas destacou que o acordo é significativo pelo prazo de 25 anos e pela possibilidade de contratação de mais embarcações. A companhia mantém hedges de combustível para mitigar variações de preço.

A empresa já investiu cerca de US$ 1,4 bilhão desde 2020 para reduzir emissões de escopos 1, 2 e 3 e mira reduzir em 15% as emissões de escopo 3 até 2035, com o transporte marítimo representando boa parte dessas emissões.

Cadeia de suprimentos e flexibilidade

Bermelho informou que os navios a etanol devem consumir cerca de 10 milhões de toneladas de etanol por viagem para a Ásia, principal destino do minério. Em geral, as Guaibamax realizam 3 a 4 viagens anuais para a região.

A Vale não firmou contratos de fornecimento de biocombustível, mas negocia sobretudo no Brasil. A empresa aponta produtores brasileiros como prioritários, mantendo postura de buscar condições de mercado competitivas.

Além do etanol, as embarcações poderão usar metanol e óleo pesado, com projeto de conversão para gás natural liquefeito (GNL) ou amônia. A frota atual da Vale inclui cerca de 50 navios Guaibamax, com planos de acrescentar 10 bicombustíveis em 2027-2029.

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