- O Brasil registrou a maior carga tributária da história em dois mil e vinte e cinco, atingindo sessenta e dois vírgula quatro por cento do PIB, segundo o Tesouro Nacional.
- A carga do governo federal subiu para vinte e um vírgula seis por cento do PIB; dos estados caiu para oito vírgula quatro por cento; dos municípios subiu de dois vírgula dois para dois vírgula quatro por cento.
- De dois mil e vinte e quatro para dois mil e vinte e cinco, a carga tributária do governo federal aumentou zero vírgula três ponto percentual, enquanto a dos estados caiu zero vírgula um ponto e a dos municípios ficou estável.
- O aumento foi puxado pelo IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), com acréscimo de zero vírgula vinte e três ponto percentual do PIB, e pelo IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), com impacto de zero vírgula dez ponto percentual.
- O governo afirma que as medidas visam justiça tributária e aumento da arrecadação para cumprir metas de resultado primário, com efeitos que continuam em dois mil e vinte e seis.
O Tesouro Nacional informou que a carga tributária do Brasil atingiu 32,4% do PIB em 2025, a maior da série histórica. O valor representa alta em relação a 2024, quando ficou em 32,2%. O resultado atende ao objetivo de registrar o desempenho fiscal do ano.
A participação da União na carga tributária foi de 21,6% do PIB em 2025, frente 20,6% no fim de 2022, termos do governo anterior. Estados tiveram queda de 0,1 p.p. e municípios permaneceram estáveis, com elevação de 0,2 p.p. em 2025.
Componentes-chave da alta
A maior arrecadação veio do IRRF, com ganho de 0,23 p.p. do PIB, segundo o Tesouro Nacional. O crescimento reflete, segundo a equipe econômica, o aumento da massa salarial. O IOF contribuiu com 0,10 p.p. em 2025, ajudando o total a subir.
O governo atribui o movimento a medidas de ajuste fiscal, adotadas para alcançar metas de resultado primário. De acordo com Haddad, as mudanças buscaram ampliar a base de arrecadação de quem não pagava impostos.
Quadro agregado e perspectivas
As despesas públicas somaram 18,8% do PIB em 2025, ante 18% em 2022, conforme dados do Tesouro. Os impactos de 2026 incluem manutenção de tributos conhecidos, com efeito já observado no primeiro trimestre.
Entre na conversa da comunidade