- O IPCA de março subiu 0,88%, impulsionado pelo grupo Transportes (+1,64%) e Alimentação e bebidas (+1,56%), que juntos representam 76% do índice.
- Dentro de Transportes, gasolina subiu 4,59%, óleo diesel avançou 13,90% e etanol 0,93%.
- O barril Brent fechou março em torno de US$ 118, alta de 63,29%, com o bloqueio do estreito de Ormuz após o início da guerra no Oriente Médio em 28 de fevereiro.
- O aumento do petróleo elevou fretes e custos logísticos, pressionando preços de diversos itens e fortalecendo o repasse de custos na inflação.
- A inflação em 12 meses passou de 3,81% em fevereiro para 4,14% em março, com o BC destacando incertezas decorrentes do conflito e avaliando próximos passos da política monetária.
O IPCA de março mostrou avanço na inflação puxado pelos combustíveis. O grupo de Transportes subiu 1,74% no mês, com gasolina em 4,59%, óleo diesel em 13,90% e etanol em 0,93%. Os dados foram divulgados pelo IBGE na sexta-feira, 10 de abril de 2026.
A divulgação do IBGE detalha o efeito direto da alta de petróleo sobre fretes e diesel, ampliando a logística de transporte. O Brent subiu 63,29% em março, ante US$ 72, passando a US$ 118, após o bloqueio do estreito de Ormuz.
A inflação mensal de março foi de 0,88%, conforme o IPCA. O mês mais aquecido da inflação desde 2022 ficou marcado pela elevação de Transportes e Alimentos e bebidas, que juntos respondem por 76% da variação do IPCA.
INFLAÇÃO
No mesmo período, a inflação de fevereiro para março acelerou de 0,70% para 0,88%. A leitura aponta impacto significativo da alta de combustíveis no mês. A inflação acumulada em 12 meses passou de 3,81% para 4,14%.
O custo da alimentação no domicílio avançou 1,94% em março, influenciado por itens como tomate, cebola, batata, leite e carnes. A elevação de preços nesses itens contribuiu para o avanço do indicador geral.
POLÍTICA MONETÁRIA
O Banco Central informou que a probabilidade de a inflação permanecer acima da meta de 3% é de 30%. A tolerância é de até 4,5%. Os conflitos no Oriente Médio aumentam as incertezas e podem impactar a atividade econômica e a inflação.
O presidente do BC indicou que é preciso tempo para entender os impactos da guerra na economia e que as decisões dependerão da evolução do cenário. A autoridade destacou a necessidade de movimentos mais seguros em período de incerteza.
A Selic foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano. O Copom destacou que os próximos passos dependem da duração do conflito no Oriente Médio e de como a inflação evolui nos próximos meses.
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