- Credores da Raízen trabalham em uma contraproposta de reestruturação da dívida de R$ 65 bilhões, após reuniões intensas em Nova York.
- Os credores buscam mais influência na gestão da empresa, possível via conversão de dívida em participação acionária.
- Shell e Cosan resistiram à pressão por mais recursos; Shell já havia acertado aporte de R$ 3,5 bilhões, e Rubens Ometto, fundador da Cosan, comprometeu R$ 500 milhões.
- As negociações devem seguir nos próximos dias, com prazo até 6 de junho para um acordo extrajudicial.
- A intenção é chegar a uma solução fora do tribunal, evitando eventual recuperação judicial.
A Raízen e seus credores seguem trabalhando em uma nova proposta de reestruturação para a dívida de R$ 65 bilhões da companhia, após uma semana de reuniões em Nova York. As conversas envolvem a perspectiva de que credores se tornem acionistas relevantes por meio de conversão de dívida em participação.
As fontes ouvidas pela Bloomberg News dizem que os credores querem maior influência na governança da empresa. A ideia é moldar a gestão da joint venture criada em 2011, que atua nos setores de açúcar e etanol.
Durante as reuniões, os controladores Shell e Cosan resistiram à pressão para aportes adicionais. A Shell concordou, em março, em investir R$ 3,5 bilhões; Rubens Ometto, fundador da Cosan, comprometeu-se a investir R$ 500 milhões.
Contexto e investimentos
As negociações devem continuar nos próximos dias, com a pressão por um plano que tenha apoio de mestadoria de títulos e bancos. Não há prazo formal para a contraproposta dos credores, e as estruturas podem mudar.
A reestruturação extrajudicial foi escolhida para proteger o fluxo de caixa durante as negociações, em meio a um cenário de juros elevados e operacionais desafiadores nas áreas de açúcar e etanol. Os credores avaliam que o desempenho da Raízen vem ficando aquém das expectativas.
Raízen e Cosan não comentaram; a Shell não respondeu a pedidos de comentário. As partes buscam evitar a recuperação judicial, visto como menos desejável por todos os lados.
Próximos passos e cenário
As negociações devem seguir com a expectativa de uma proposta de contraponto ainda nesta semana ou na próxima, segundo as fontes. O objetivo é viabilizar um acordo extrajudicial até o prazo limite de 6 de junho.
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