- O governo avalia elevar a mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% ainda neste primeiro semestre.
- A indústria afirma estar preparada e aponta possibilidade de recorde de produção, com volume total entre 44 e 44,5 bilhões de litros em 2026/27.
- A mudança na mistura deve ampliar o peso da cana processada para etanol para cerca de 54%, ante 51% na safra anterior.
- Unica e Unem dizem que o setor está apto a elevar a oferta, estimando necessidade adicional de 2 bilhões de litros para atender a demanda.
- A regulação está em curso, com estudos previstos para ficarem prontos em até 60 dias; o crescimento do etanol de milho também contribuirá para o volume total.
O governo brasileiro pode confirmar a elevação da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% ainda neste primeiro semestre. A indústria afirma estar pronta para ampliar a oferta, acompanhando uma safra recorde prevista para este ano.
O comentário vem após o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sinalizar a intenção de aumentar a mistura ainda neste semestre. Analistas destacam que o momento atende ao início da safra e ao ajuste do mix de cana, que também abastece a produção de açúcar.
A projeção ocorre em meio a um cenário de alta nos preços dos derivados de petróleo e a expectativa de recuperação da oferta de etanol com o avanço da safra. A indústria acredita que o ajuste pode aumentar a disponibilidade de biocombustível no mercado.
Panorama da produção
A mudança esperada elevaria o peso da cana destinada ao etanol, com estimativas de o mix subir para 54%, ante 51% na safra anterior. O volume total de etanol produzido no Brasil poderia ficar entre 44 e 44,5 bilhões de litros, segundo a projeção de consultorias.
Ainda segundo especialistas, a cana destinada ao etanol deve crescer junto com o etanol de milho, permitindo manter a oferta estável mesmo diante de preços internacionais elevados. A produção total seria a maior da história.
Contribuição de associações e impacto no mercado
A Unica e a Unem apontam que o setor está preparado para elevar a oferta com a nova mistura, estimando necessidade adicional de cerca de 2 bilhões de litros. A expectativa é de expansão tanto no etanol de cana quanto no de milho.
As entidades destacam que a oferta pode se manter estável para consumidores. Em março de 2026, o etanol manteve preços mais estáveis nas bombas, mesmo com a gasolina acompanhando a volatilidade do petróleo no mercado externo.
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