- O IPCA de março ficou em 0,88%, segundo o IBGE.
- Transportes e alimentação responderam por 76% do índice.
- Entre os itens de transporte, gasolina subiu 4,59%, passagem aérea 6,08% e diesel 13,90%.
- Na alimentação, leite longa vida avançou 11,74% e tomate 20,31%.
- A alta é associada à pressão sobre o petróleo, em meio à guerra no Oriente Médio e às restrições no Estreito de Ormuz.
A inflação oficial do país acelerou em março, fechando o mês em 0,88% pelo IPCA, segundo o IBGE. O avanço foi puxado principalmente pelos grupos transportes e alimentação, que juntos responderam por 76% do índice. A divulgação ocorreu nesta sexta-feira (10).
Entre os transportes, as maiores altas ocorreram na gasolina (4,59%), na passagem aérea (6,08%) e no diesel (13,90%). O peso relativo menor desses itens no índice geral limitou impactos mais expressivos, ainda assim contribuindo para a alta mensal.
No item alimentação, o leite longa vida subiu 11,74% e o tomate avançou 20,31%. Esses itens contribuíram com 0,07 e 0,05 pontos percentuais, respectivamente, para o IPCA de março.
A passagem de março ocorre em contexto de tensões no Oriente Médio, que pressionam o preço do petróleo e, por consequência, de combustíveis. Economistas analisam o efeito dessas variáveis no curto prazo da inflação brasileira.
Contribuições por grupo
- Transporte: altas em gasolina, diesel e passagens aéreas elevam o índice.
- Alimentação: leite e tomate apresentam alta expressiva, impactando o cálculo mensal.
A divulgação dos números reforça a volatilidade dos preços de itens essenciais e a importância de monitorar os impactos de fatores externos nas tarifas e no cardápio cotidiano. Fatos oficiais indicam a continuidade da variação de preços nos próximos meses conforme o cenário externo se desenha.
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