- Tiago Chagas, presidente da Anac, afirmou que ações do governo e da Petrobras ajudam a frear o aumento das passagens aéreas.
- A Petrobras reajustou o preço do querosene de aviação em 55% a partir de 1º de abril, puxado pela alta do petróleo devido a conflitos no Oriente Médio.
- Segundo a Anac, o aumento do QAV representa cerca de 20% a 30% do valor da passagem, e o combustível corresponde a 40% do custo.
- Com as medidas, o reajuste deve ficar entre 10% e 12%, em vez de 20% a 30%.
- O governo zerou PIS e Cofins sobre o combustível e abriu linha de crédito; a Petrobras parcelou o aumento, repassando 18% de imediato e dividindo o restante em seis meses.
O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Tiago Chagas, afirmou que ações do Governo Federal e da Petrobras ajudaram a frear o reajuste das passagens aéreas. A declaração foi dada nesta sexta-feira, 10, na Rádio Nacional, durante o programa Alô Alô Brasil, com a participação de José Luiz Datena.
Segundo Chagas, o reajuste de 55% no preço do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras teve relação com a alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio. O diretor da ANAC argumenta que esse aumento tende a impactar menos as tarifas do que o esperado.
Impacto direto sobre o custo da passagem
Chagas explicou que o QAV representa cerca de 40% do custo da passagem, o que ajuda a entender o peso do combustível no preço final. O governo confirmou medidas para mitigar o repasse imediato do custo às tarifas.
Medidas do governo e efeito esperado
As ações incluem a paralisação do repasse imediato do reajuste pela Petrobras, com 18% já aplicado de forma inicial e o restante parcelado em seis meses. Impostos PIS e Cofins zerados e linha de crédito para as companhias também foram anunciados.
Chagas afirma que as medidas visam aliviar o caixa das empresas para reduzir o repasse imediato às passagens. O governo espera adesão rápida das aéreas, pois a demanda depende da disponibilidade de voos e de tarifas estáveis.
Desdobramentos e perspectivas
A agência ressalta que manter as rotas rentáveis é crucial para evitar ajustes adicionais. O presidente da ANAC destacou a preocupação das companhias com a perda de clientes e com o impacto em rotas econômicas. A expectativa é de que as medidas contribuam para manter tarifas mais próximas de 10% a 12% de aumento.
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