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O que os brasileiros buscam em salas VIP, revela diretor da Dragonpass

Uso de salas VIP no Brasil cresce com viagens domésticas, impulsionando investimentos em aeroportos menores e o lançamento de concierge digital

Interior do W Premium Lounge Belém, compatível com Dragonpass
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  • Em 2025, 69% dos usuários brasileiros da Dragonpass acessaram salas VIP em viagens dentro do Brasil, com crescimento da demanda em aeroportos fora dos hubs tradicionais como Recife, Goiânia e Sinop.
  • A Dragonpass aponta que o Brasil representa cerca de 15% dos mais de 40 milhões de usuários globais, com aumento de 46% no uso dos serviços no país entre 2024 e 2025.
  • A empresa planeja investir até US$ 5 milhões para lançar um concierge digital no Brasil, tornando o país o primeiro a experimentar a nova marca global.
  • As salas VIP estão, cada vez mais, cheias, mas ganham novas camadas de experiência, com gastronomia local, maior interação digital e opções para diferentes perfis de viajantes, inclusive em cidades menores.
  • O foco tecnológico é central: reservas antecipadas, acesso a filas rápidas e experiências dentro do aeroporto, mantendo a ideia de exclusividade associada a diferentes níveis de serviço.

O crescimento do uso de salas VIP no Brasil ganhou fôlego com o aumento de viagens domésticas, segundo dados da Dragonpass. Em 2025, 69% dos usuários brasileiros acessaram lounges em viagens internas, impulsionando investimentos fora dos grandes hubs.

A ferramenta começou a chamar atenção pela expansão em aeroportos menores, como Recife, Goiânia e Sinop, abrindo espaço para novas salas e serviços. A empresa aponta que o Brasil responde por cerca de 15% dos 40 milhões de usuários globais.

Andrew Harrison-Chinn, diretor de marketing da Dragonpass, afirma que o Brasil é um dos mercados que mais cresce e que houve alta de 46% no uso dos serviços no país no último ano. O país figura entre os mercados emergentes da plataforma.

A Dragonpass opera em mais de 700 cidades e oferece acesso a mais de 1.400 lounges, além de serviços como filas rápidas e experiências, com foco em digitalização e personalização. O Oriente Médio e a África concentram a base de usuários global.

No Brasil, a empresa planeja investimentos de até US$ 5 milhões para lançar um concierge digital, tornando o Brasil o primeiro mercado a experimentar a nova marca da Dragonpass. A meta é ampliar a oferta de serviços com o tempo.

Harrison-Chinn aponta que as salas ficam mais cheias, mas vê a ampliação como positiva, pois amplia opções e incentiva investimentos. Ele cita a criação de camadas de experiência, com gastronomia local e interação digital, para atrair viajantes.

Segundo o executivo, “exclusividade” é relativa: o objetivo é oferecer diferentes níveis de experiência dentro do mesmo espaço, não apenas restringir o acesso. Além de conforto e Wi-Fi, a demanda por experiências digitais e culinária local cresce.

Expansão e inovação

A Dragonpass vem investindo em tecnologia para gerenciar lotação e reserva de salas, buscando transparência e alternativas quando a demanda é alta. A reserva prévia funciona como sistema de lotação controlada, com opções de restaurantes e fast track.

O fast track é destacado como recurso-chave para reduzir tempo em aeroportos, oferecendo horários reservados para passagem pela segurança. O foco é manter fluidez mesmo com o aumento de visitantes.

O Brasil é visto pela Dragonpass como mercado digital-first, com alta personalização e pouca dependência de grandes aeroportos. A empresa pretende lançar, ainda neste ano, um concierge digital para planejar viagens e benefícios.

Entre tendências globais observadas, o crescimento de viagens voltadas à saúde e bem-estar, bem como o aumento de viagens solo, especialmente entre mulheres, ganham força. Destinos menos tradicionais também atraem mais viajantes.

No cenário brasileiro, 70% a 80% das viagens são domésticas, com julho registrando picos de viagens internas. O Brasil continua fortalecendo a conectividade digital e o apego a experiências gastronômicas locais nas salas VIP.

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