- O WLFI, token de governança ligado à World Liberty Financial (Trump), caiu para novas mínimas nesta sexta, após anunciar proposta de desbloqueio para detentores iniciais e defesa de empréstimos de stablecoins no valor de US$ 150 milhões.
- O token caiu para em torno de US$ 0,08, com queda de cerca de 13,7% no último dia; a avaliação de mercado recuou para US$ 2,58 bilhões, frente quase US$ 3 bilhões antes.
- A World Liberty recorreu ao protocolo Dolomite para empréstimos em USDC, o que gerou preocupação de perdas ou retirada de fundos caso os empréstimos fossem liquidados pela baixa liquidez do WLFI.
- O projeto afirmou que não há risco de liquidar acordos; defenderam que, em caso de volatilidade, seriam oferecidos mais garantias, destacando benefício aos usuários que devolvem stablecoins com rendimentos acima da média.
- Cerca de 98% da oferta de WLFI estava lastreada como garantia em Dolomite (em duas carteiras), e aproximadamente 75% da emissão total permanece bloqueada; a World Liberty também trabalha em uma proposta de governança com cronograma de vesting para desbloqueio gradual.
WLFI, token de governança da World Liberty Financial apoiada por Donald Trump e familiares, caiu 13% nesta sexta-feira após a confirmação de uma proposta para desbloquear o WLFI para detentores iniciais. A empresa também anunciou a defesa de empréstimos em stablecoins no valor de 150 milhões de dólares.
A queda ocorreu em meio a preocupações sobre o protocolo Dolomite, usado pela World Liberty para obter empréstimos denominados em USDC. Analistas temem que a liquidez do protocolo fique comprometida se os empréstimos forem liquidados. O cenário aponta para perdas potenciais para usuários.
A World Liberty afirmou que a liquidez não está em risco e que não há perspectiva de liquidação. Em nota, a empresa disse que, mesmo em cenários adversos, seria necessária apenas maior garantia. O objetivo é manter a saúde do ecossistema e evitar perdas aos usuários.
Observadores destacaram dúvidas sobre como a dívida em stablecoins seria paga e se parte das reservas estava sob controle de plataformas externas. Também houve menção de transferências de stablecoins para a Coinbase Prime, o que gerou especulação entre analistas.
Segundo dados de Arkham Intelligence, duas carteiras transfiram cerca de 400 milhões de WLFI para garantia na Dolomite, equivalente a quase a oferta total na plataforma. Isso concentra o risco e reforça a necessidade de transparência sobre o cronograma de desbloqueio.
Em março, a World Liberty informou ter arrecadado cerca de 550 milhões de dólares em duas séries de venda, com participação de mais de 85 mil investidores. Cerca de 20% da oferta total ficou com venda pública, estimada em 2 bilhões de dólares no papel.
Em resposta, a World Liberty divulgou que a proposta de governança não desbloqueará todos os tokens de imediato. A empresa indicou que haverá um cronograma de vesting e desbloqueio de longo prazo, priorizando a saúde do ecossistema e a participação dos mantenedores.
A defesa do projeto ressalta que usuários que fornecem stablecoins na Dolomite estariam obtendo rendimentos acima da média, num cenário de juros baixos. Céticos questionam a clareza sobre como o débito seria quitado em uma eventual liquidação.
A situação acompanha o ritmo de desenvolvimento da empresa, que busca equilibrar incentivos para detentores e a estabilidade do protocolo. Até o momento, não houve confirmação de mudanças adicionais no uso de ativos ou na governança.
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