- A arquitetura do XRP Ledger reduz a exposição a ataques quânticos, em comparação com o Bitcoin, segundo especialistas.
- Cerca de 300 mil contas no XRPL, somando cerca de 2,4 bilhões de XRP, nunca fizeram transação, o que evita expor chaves públicas.
- Entre as contas já utilizadas, apenas dois endereços inativos têm exposição relevante, somando aproximadamente 21 milhões de XRP (0,03% da oferta em circulação).
- O XRPL permite rotação de chaves e usa escrows com bloqueio temporal, aumentando a proteção contra ataques quânticos.
- O Bitcoin enfrenta maior vulnerabilidade teórica, com cerca de 6,9 milhões de BTC (aproximadamente 35% da oferta) potencialmente expostos, além de não ter rotação de chaves nativa.
O XRP pode enfrentar menor exposição a ataques quânticos do que o Bitcoin, segundo especialistas que analisam a arquitetura da XRP Ledger (XRPL). A avaliação considera como as chaves públicas são usadas na rede.
A análise aponta que cerca de 300 mil contas no XRPL nunca tiveram transações, totalizando aproximadamente 2,4 bilhões de XRP. Sem movimentações, as chaves públicas dessas contas não ficam expostas.
Entre contas já ativas, apenas dois grandes endereços inativos apresentam exposição relevante, somando cerca de 21 milhões de XRP, equivalente a 0,03% da oferta em circulação. Um mecanismo de rotação de chaves atua como proteção adicional.
Um recurso do XRPL é a rotação de chaves, que permite mudar a assinatura sem movimentar fundos. Isso reduz o alcance de possíveis ataques quânticos ao longo do tempo.
Outra medida citada são os escrows com bloqueio temporal, em que os fundos ficam sob regras que impedem movimentações antes de certa data, diminuindo incentivos a invasões.
No Bitcoin, o cenário é considerado mais desafiador. Estima-se que aproximadamente 6,9 milhões de BTC, cerca de 35% da oferta, possam ficar vulneráveis pela exposição de chaves públicas.
A rede não possui rotação de chaves nativa. Transações revelam temporariamente a chave pública, abrindo uma janela de ataque em cenários quânticos.
Especialistas destacam que o risco permanece teórico, com avanços ainda serem necessários para ataques em escala. Projetos de criptografia pós-quântica já são discutidos para mitigar a ameaça.
Apesar das diferenças, a avaliação enfatiza que o perigo real ainda não se materializou. As redes cripto seguem estudando soluções para fortalecer a defesa contra quântica.
Fontes da análise citam o Google e o Coindesk como apontadores de tendências, enquanto bancos de dados internos ajudam a mapear contas e exposições no XRPL.
Entre na conversa da comunidade