- Jeffrey Sonnenfeld, pesquisador de longo prazo de CEOs, fundou há 26 anos a Executive Leadership Institute na Yale School of Management para atender a demanda de estudo sobre liderança executiva.
- Ele trabalha há décadas para entender por que CEOs parecem cada vez mais isolados e protegidos por equipes que controlam informações e relações públicas.
- Na Yale, ele criou o CEO Summit e o CEO College, eventos exclusivos que promovem diálogo aberto entre líderes, sem apresentações formais nem roteiros, para sessões “off the record” de dois dias.
- Participantes incluem executivos de peso e personalidades de diferentes setores, como Bernard Arnault, Anna Wintour, Doug McMillon e Lynn Tilton, que discutem perspectivas diversas sem julgamentos.
- Sonnenfeld defende que esse ambiente facilita feedback honesto e aprendizado entre pares, criticando fóruns amplos como o Davos pela falta de desafio entre os participantes.
Jeffrey Sonnenfeld afirma que os CEOs estão cada vez mais isolados, protegidos por equipes jurídicas e de relações públicas que reforçam o afastamento entre líderes e o restante da organização. O professor explica que esse isolamento é resultado de uma guarda da torre cada vez mais rígida.
Há 26 anos Sonnenfeld criou a Executive Leadership Institute (CELI), ligado à Yale School of Management, após ouvir questionamentos sobre onde os CEOs aprendem. A ideia nasceu de um interesse em facilitar um diálogo direto entre executivos de alto nível.
Em The Hero’s Farewell, publicado em 1991, ele analisou a transição de liderança coletando relatos de ex-CEOs de grandes empresas. O livro ajudou a fundamentar a proposta de uma escola dedicada a esse público, segundo o próprio autor.
A CELI resultou em programas como o CEO Summit e o CEO College, ambos criados em jornais de atuação na Yale. O Summit reúne um grupo maior com participação de acadêmicos e convidados, enquanto o College é mais reservado e personalizado, com 15 a 20 participantes.
Os encontros funcionam sem roteiro de aulas formais. Os participantes chegam sem preparação, com apenas um tópico de discussão divulgado previamente. O objetivo é oferecer um ambiente off the record para feedback e reflexão.
Sonnenfeld destaca que executivos costumam não ter feedback adequado no topo. O CELI busca preencher essa lacuna por meio de encontros intensos, curtos, com duração de até dois dias, sem pausas desnecessárias.
Entre os convidados já estiveram líderes de diferentes setores, como varejo, indústria farmacêutica, tecnologia e finanças. O objetivo é ampliar perspectivas, permitindo que temas de diferentes áreas ganhem legitimidade entre pares.
Em comparação a grandes fóruns, o professor critica espaços como Davos pela ausência de desafio entre participantes. Segundo ele, o CELI privilegia perguntas e debates que estimulam a aprendizagem entre pessoas com experiências distintas.
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