Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Conflito aproxima países do petróleo brasileiro, diz presidente do IBP

Guerra no Oriente Médio leva asiáticos a buscar diversificação; Brasil é visto como fornecedor estável, mas licenciamento e offshore atrasam início da produção

Países estão olhando para o Brasil com essa perspectiva de médio prazo, segundo presidente do IBP
0:00
Carregando...
0:00
  • O choque de energia causado pela guerra no Oriente Médio leva países asiáticos a buscar alternativas ao petróleo da região, visando segurança energética e diversificação.

  • Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, diz que a Ásia quer reduzir a dependência do Ormuz, segundo a EIA.

  • Segundo a EIA, China consome 33% do petróleo que sai de Ormuz, seguido por Índia com 13%, Japão com 11% e Coreia do Sul com 11%; demais países asiáticos respondem por 15%.

  • Ardenghy afirmou que o Brasil tem sido visto como fornecedor estável, porém licenciamento ambiental e perfuração em águas profundas são processos demorados.

  • Enquanto nos Estados Unidos a extração em terra firme fica pronta em cerca de seis meses, no Brasil o primeiro óleo offshore leva de três a quatro anos; o país pode ganhar flexibilidade no médio prazo com investimentos e regime regulatório estável.

O choque de energia causado pela guerra no Oriente Médio está levando países a buscar alternativas ao petróleo da região. O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, afirma que essa busca se dirige ao Brasil como opção de segurança energética e diversificação de suprimentos.

Ardenghy esteve recentemente na Ásia, mantendo contatos com executivos da Malásia e do Japão. Segundo ele, organizações do setor passaram a considerar o Brasil como foco estratégico em planejamento energético, diante da instabilidade na região.

A via marítima que passa pelo Estreito de Ormuz tem relevância global, com aproximadamente 20% do petróleo comercializado internacionalmente seguindo por lá. A Guarda Revolucionária da Iran restringiu o trânsito desde o início de 2024, aumentando a percepção de vulnerabilidade de fornecedores.

China, Índia, Japão e Coreia do Sul são os principais compradores do petróleo que transita por Ormuz, respondendo, juntos, por cerca de 68% do volume exportado pela região. Países da América, Europa e outras nações concentram menos de 20%.

Segurança energética e diversificação

Durante a análise internacional, o Brasil surge como fornecedor estável, distante de conflitos geopolíticos. O país possui reservas significativas, o que reforça a percepção de confiabilidade entre compradores asiáticos.

Entretanto, projetos de exploração no Brasil não avançam na velocidade de outros mercados. O licenciamento ambiental e a perfuração em águas profundas exigem prazos longos, influenciando o tempo até a produção.

Ardenghy aponta que, nos Estados Unidos, a infraestrutura de extração em terra fica operacional em cerca de seis meses, enquanto no Brasil o primeiro óleo pode levar entre três e quatro anos para emergir. Essa diferença afeta o ritmo de novos projetos.

Mesmo com potencial de crescimento, o Brasil é visto como opção de médio prazo para suprimentos globais. O executivo destaca que é preciso manter investimentos e um regime regulatório estável para sustentar a expansão no longo prazo.

O presidente do IBP ressalta que o país enfrentará concorrência internacional, mas reforça a importância de manter o foco em políticas públicas estáveis. O objetivo é manter a atratividade do Brasil como fornecedo r confiável para o mercado asiático.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais