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Investimentos chineses no Brasil se diversificam, de hidrelétricas a sorvetes

Mixue inaugura primeira unidade no Brasil e mira investir cerca de R$ 3 bilhões, com 500 a 1.000 lojas até 2030, ampliando presença chinesa no país

Funcionários da chinesa Mixue descansam do lado de fora da primeira loja brasileira da empresa em São Paulo
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  • Mixue inaugurou sua primeira unidade no Brasil, sinalizando a entrada na América do Sul; a empresa planeja investir cerca de R$ 3 bilhões e abrir entre 500 e 1.000 lojas até 2030.
  • O investimento direto chinês no Brasil somou US$ 4,2 bilhões em 2024, em 39 projetos, tornando o Brasil o terceiro maior receptor de capitais chineses no mundo.
  • O bloco de investimentos da China no Brasil se diversifica, saindo de hidrelétricas e petróleo para atender ao vasto mercado brasileiro de mais de 200 milhões de consumidores.
  • Huawei abriu loja em São Paulo, e GWM e BYD investem na produção local, com a planta da GWM recebendo cerca de R$ 10 bilhões em investimentos ao longo de uma década.
  • Meituan pretende investir US$ 1 bilhão até 2030 para ampliar entregas no país, aumentando a concorrência com iFood e Rappi.

Mixue inaugura primeira unidade no Brasil, sinalizando entrada sul-americana de marca chinesa de sorvetes. A loja aberta no Shopping Cidade São Paulo traduz a ampliação de investimentos chineses no país, que já atraiu mais de 200 milhões de consumidores brasileiros.

A chegada ocorre em meio a uma nova onda de investimentos chineses no Brasil, com o país figurar como o terceiro maior receptor de capital chinês no mundo. Dados indicam aumento do investimento direto de 4,2 bilhões de dólares em 2024, distribuído em 39 projetos.

Expansão e planos da Mixue

A Mixue Brasil projeta investir cerca de 3 bilhões de reais nos próximos anos, com a meta de abrir entre 500 e 1.000 lojas até 2030, incluindo franqueados. A proposta é vender limonadas, chás de jasmim e sorvetes em diversas regiões.

A empresa faz parte de um conjunto de visitantes chineses ao varejo brasileiro, que inclui fabricantes de veículos elétricos e eletrônicos, além de serviços de entrega. A estratégia busca atender a demanda brasileira por preço competitivo e qualidade.

Parcerias e contexto econômico

Empresas como Huawei, GWM e BYD avançam com lojas e plantas no país, ampliando produção de veículos elétricos e componentes. Investimentos em plantas de automóveis já chegam a bilhões de reais, com foco em modernização e expansão da cadeia.

Segundo executivos, as relações entre Brasil e China ganharam fôlego apesar de tensões globais, com Lula elogiando o relacionamento histórico. O governo brasileiro também busca parcerias na saúde, incluindo aplicações de IA para o setor.

Desdobramentos no mercado de serviços

Meituan pretende investir até 1 bilhão de dólares até 2030 para intensificar o mercado de entregas, competindo com iFood e Rappi. A presença de marcas chinesas de consumo no varejo brasileiro reforça o papel do Brasil como polo de entrada de tecnologias e serviços.

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