- O IPCA de março subiu 0,88%, acima da expectativa, que era de cerca de 0,77%.
- A inflação em doze meses passou de 3,81% para 4,14%.
- No mês, o grupo Transportes avançou 1,64%; gasolina subiu 4,59% e óleo diesel, 13,9%, explicando parte do impacto no índice.
- Os núcleos da inflação acompanhados pelo BC subiram de 4,29% para 4,65% em média móvel de três meses.
- Analistas veem nova rodada de revisões de projeção de inflação e sinalizam menos espaço para cortes de juros, com avaliação de que a guerra pressiona alimentos e bens de consumo.
O mercado revisa a trajetória da inflação após o IPCA de março vir mais pressionado do que o previsto. A alta de preços ficou concentrada em alimentos e em itens influenciados pelo choque de oferta causado pela guerra no Oriente Médio. Analistas indicam nova rodada de revisões de projeção e menor espaço para cortes de juros.
As leituras do mês apontam IPCA de 0,88% em março, ante 0,7% em janeiro. A inflação acumulada em 12 meses passou de 3,81% para 4,14%. Consumidores viram pressões adicionais nos preços de alimentos e combustíveis, ampliando o desafio para a meta de inflação.
Aeroporto de produtos e transportes registrou alta de 1,64% no mês, com gasolina (+4,59%) e óleo diesel (+13,9%) puxando o índice. Analistas destacam que o setor de transportes tem participação relevante na elevação, influenciando o IPCA cheio.
O grupo de alimentos subiu 1,6% e intensidade da alta surpreendeu as projeções de grandes bancos. O leite e itens industrializados foram citados como fatores centrais da surpresa positiva, levando casas como XP e Citi a revisarem suas estimates de inflação para 2026.
Setores de serviços também contribuíram, com ganho de 0,5% acima do esperado, segundo observações de instituições financeiras. A alta generalizada nas componentes da inflação reforça o viés de alta para o IPCA no curto prazo, segundo o Santander.
Vários institutos revisam as trajetórias: o ASA elevou a projeção de IPCA 2026 de 4,6% para 5%, apontando pressão contínua de serviços e de bens industrializados, mesmo com a valorização do real. O cenário é visto como desafio para a convergência à meta.
Ainda segundo especialistas, a volatilidade de bens pode recuar nos meses seguintes, mas o custo do petróleo alto pode manter a pressão no transporte. Assim, as projeções para 2026 tendem a permanecer sujeitas a revisões conforme o quadro externo se desenrola.
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